sábado, 27 de agosto de 2011
A História de Jaú nunca vai morrer - Cemitério de Jaú (SP) no programa De Ponta a Ponta, TV TEM, afiliada da TV Globo
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segunda-feira, 18 de julho de 2011
Arte Cemiterial de Jaú, cultura e turismo com educação patrimonial
A Arte Cemiterial em Jaú só foi possível pela riqueza do café. Jaú foi a maior embarcadora de café de São Paulo quando o estado era o maior produtor mundial da rubinácea. Impregnado do pensamento positivista de valorização dos feitos heroicos e patrióticos os monumentos foram construídos para admiração. Sua leitura permite interpretar a vida e a morte destas pessoas. Este cemitério foi o terceiro construído na cidade em outubro de 1894 dentro da concepção higienista. A arquitetura é eclética de predominância neo-gótica mas encontramos elementos em Art Decot e Art Noveau. Cheio de curiosidades, rica em fatos e personagens o estudo do cemitério jauense é uma rica aula de História e Arte. Atualmente somente quatro cidades paulistas fazem passeios turísticos em cemitérios: o da Consolação na capital paulista, o de Guarulhos, o de Piracicaba e o de Jaú. Passeios noturnos só ocorrem aqui no Brasil. Na América Latina, depois de Jaú, somente Chile e Colômbia fazem passeios noturnos.
Vista panorâmica da área antiga do cemitério de Jaú - 2011
Um típico "habitante" da necrópole jauense
Foto da cadela "Lalis", única foto de animal no cemitério.
Estátua "Saudade" - obra do famoso escultor ítalo-brasileiro Eugênio Prati...
...que adorna o túmulo de Vitor Cesarino.
Detalhe do túmulo dos Heróis Constitucionalistas de 1932. Traços do modernismo.
Estátua de Maria de Roque De Mingo - quatorze estátuas catalogadas no cemitério jauense.
Busto esculpido pelo artista jauense Agnelo Lourenzão
Túmulo mais antigo em pé no cemitério - reserva especial nº 6 ...
...de Dona Leonor de Almeida Prado, uma das pioneiras da família Almeida Prado que aqui chegaram em 1858. Faleceu em 1895. Foi casada com Francisco de Assis Bueno
Orozimbo Loureiro, importante político local, os ramos de café em sua sepultura demonstram o status.
O famoso túmulo da "noiva" - estátua em mármore carrara pertencente a família Toledo de Arruda também chama-se "Saudade" e foi encomendada na Europa. Pedidos de casamento são feitos neste túmulo.
São Miguel da Virgem Dolorosa e a famosa "Caveirinha", que segundo a crença local atende os pedidos daqueles que enfiam os dois dedos nas cavidades oculares da caveira.
Coluna quebrada simboliza a morte de um jovem...
...neste caso o do jovem João Cantarelli Netto, falecido em 25-12-1918 vitimado pela gripe espanhola.
Outra curiosidade no cemitério são estas duas estátuas de costas uma para a outra. Um anjo masculino e outro feminino que abrigam a mesma pessoa...
...Annita Toledo esta neste túmulo...
...e seu nome consta neste outro também.
"Per Crucem ad Lucem" - Pela Cruz se chega a Luz. A utilização do latim era comum no início do século passado no ornamentos mortuários.
O túmulo acima pertence ao casal Alvaro Carlos de Arruda Botelho e Maria de Andrade Egas Botelho.
Única lápide escrita em inglês no cemitério de Jaú, pertence a Robert Curwen Brooke, falecido em 1921 Pesquisando sobre quem foi este inglês, no obituário encontramos: nome - Roberto Brooke (era comum aportuguesar o nome dos estrangeiros); profissão - "empregado" (hum, não ajudou muito); nacionalidade - "Ingraterra" (o único inglês morto em nosso cemitério é um "ingres") e por fim; motivo do óbito - "firmento por arma de fogo". Em 1921 menos de 50% da população sabia ler e escrever. Neste caso o letrado que trabalhava no cemitério escreveu como ele falava, ou seja em bom "caipires" eta.
Túmulo do primeiro jauense a se formar em medicina, Dr. Antonio Pereira do Amaral Carvalho. Hoje o Hospital Amaral Carvalho é reverencia internacional em tratamento do câncer. As corujas simbolizam a ciência e a sabedoria.
Epitáfio no túmulo do quarto prefeito de Jaú, Dr. João Costa, em português arcaico.
Túmulo do herói nacional, Comandante João Ribeiro de Barros...
...pois o Comandante João Ribeiro de Barros foi o primeiro americano a atravessar o Atlântico num voo sem escalas em 28 de abril de 1927.
Agradecimentos a Primo Carbonari do Amplavisão.
Foto mortuária no túmulo de Regina Iolanda Perlati - costume da época - única foto deste gênero na necrópole jauense.
Túmulo do Dr. Julio Speranza, primeiro médico a erradicar-se em Jaú em fins do século XIX...
... e provavelmente o primeiro italiano em Jaú.
Capela do Criolando...
...ou Coriolando Rodrigues. Criolando como era mais conhecido tinha a premonição de saber quando uma pessoa acabava de falecer na cidade. Era portador de leve deficiência mental, figura dócil, andava com seu cavalo de pau por toda a cidade até ser avisado por um anjo que segundo seu próprio relato indicava a residência do recém falecido. Levava flores para a família.
Vídeo sobre a História do Criolando
domingo, 17 de julho de 2011
Jahu e a Revolução Constitucionalista de 1932
Por ocasião da revolução redentora dos Paulistas, Jaú deu mostra da sua grande tradição democrática e do seu imenso amor à liberdade. No dia 12 de julho, terça feira, o jornal “O Comércio do Jahu” estampava na sua primeira página: “Constituição pelas Armas”.
Paralelamente, o então prefeito municipal Sinval de Souza Ribeiro e aas figuras de proa da ocasião como Carlos César, Orozimbo Loureiro, Raul Aguiar, Cecil Weiss, Bento Ferraz Prado, José Augusto de Souza e Silva, Alfredo Sérvulo Romão, Apolônio Hilst (pai de Hilda Hilst), Miranda Jr e outros, começaram a exortar a população para o alistamento militar.
O primeiro local de alistamento foi a Academia Horácio Berlink seguida pela Prefeitura Municipal.
A Comissão Municipal de Alistamento ficou a cargo de José Augusto de Souza e Silva, José Toledo de Moraes e Álvaro Gomes dos Reis.
Já na noite de 17 de julho, saudada por uma multidão de cerca de 5000 pessoas, seguiu para São Paulo, no trem noturno, o primeiro grupo de reservistas de Jaú e região. Esse grupo foi incorporado ao 2º Batalhão 09 de julho, formado no Clube Comercial de São Paulo e lutou bravamente na região de Apiaí, Guapiara e depois em Vitorino Carmilo sob as ordens do Cel Tenório de Brito da FP. Tinha perto de 200 componentes.
No dia 27 de julho, ao meio dia, embarcaram para Botucatu os primeiros 160 combatentes que faziam parte da Primeira Companhia do Batalhão Jauense de Voluntários.
No dia 2 de agosto seguia para o mesmo local, porém sobre caminhões, a 2ª Companhia com 108 voluntários. As duas Companhias foram lutar no médio Paranapanema, nas cidades de Ourinhos, Bernardino de Campos, Piraju, Ribeirópolis (Taguai), Taquari (Taquarituba) e Fartura. O Comandante do Batalhão Jauense de Voluntários era o Cel-FP Tubal dos Santos Schneirer.
O Major Ascânio Martins Soares e o Capitão Antonio Carlos de Arruda Botelho foram sub-comandantes (eram civis comissionados)
Muitos outros embarques, menos numerosos, ocorreriam depois.
Além disso, mais de uma centena de outros jauenses foram para a luta incorporados a outros batalhões e estiveram presentes em todas as frentes de batalha.
Nossos mortos foram:
Ascânio Martins Soares (voluntário: morte acidental)
Julio Pinheiro (voluntário: morte decorrente de prisão)
Arsênio Guilherme (soldado PM – morte em batalha)
Texto – Sociedade Veteranos de 32 MMDC de Jaú (Fundada em 23 de maio de 2003
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| Trecho do Jornal das Trincheiras nº 10 noticiando a apresentação do aviador Comandante João Ribeiro de Barros |
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domingo, 10 de julho de 2011
Lançamento do livro do José Renato de Almeida Prado - Tampa de Baú
No dia 8 de julho, as 20h, no magnífico prédio do Jahu Clube, o jornalista José Renato de Almeida Prado lançou o livro "Tampa de Baú". José Renato é o maior cronista jauense na atualidade.
Eu e o escritor José Renato
Adão Levorato e José Renato
Daiane Viesser, Julio Polli e Joice Crespilho
Ítalo Poli Jr, Waldete Cestari, esposo, Juliana Parra e Carmem Dangió
Fila para o autógrafo
A Secretaria de Cultura e Turismo de Jaú, Jaci Toffano e sua filha presentes no evento
sábado, 18 de junho de 2011
Fotos da Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio - Jaú
A Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio de Jaú é um prédio de estilo eclético onde predomina o neogótico alemão. Abaixo algumas fotos históricas e artísticas deste majestoso templo, símbolo da cidade.
Esta primeira foto provavelmente foi tirada por algum fotógrafo da prefeitura. Esta imagem estampava o disco do Hino Jauense. Pode-se verificar as proporções da Igreja por este ângulo - 40 metros de comprimento por 19 de largura e 60 metros de altura.
Esta foto de Vicente João Pedro, membro fundador do Foto Clube de Jaú, é uma das mais premiadas de sua carreira. Logo estarei complementando esta informação pois a foto a História desta imagem é uma grande narrativa.
Waltede Cestari é uma mulher fantástica dotada de múltiplas sensibilidades. Filha de músicos, professora, poliglota, defensora dos animais, também é grande fotógrafa.
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| Foto - autor desconhecido |
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| Foto - Vicente João Pedro |
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| Foto - Waldete Cestari |
quinta-feira, 19 de maio de 2011
VEREADOR RONALDO FORMIGÃO REQUER DO PREFEITO MUNICIPAL ,JUNTO A SECRETARIA COMPETENTE,SEJAM EMPENHADOS ESFORÇOS NO SENTIDO DE SANAR ESTE EQUÍVOCO EXISTENTE COM AS CORES DA BANDEIRA DO MUNICÍPIO.
REQUERIMENTO Nº 297/2011
A Bandeira do nosso Município é o nosso maior símbolo, identidade de nossa cidade. Onde é hasteada ostenta a grandeza de nossa terra e o valor de nossa gente.
Fui procurado pelo historiador Sr. Júlio Cesar Polli, que está fazendo um estudo sobre a história de nossa bandeira, e fui questionado sobre a disposição das cores da mesma.
Ao comparar a bandeira que se encontra hasteada no Paço Municipal e no Corpo de Bombeiros com as que se encontram hasteadas em diversas repartições públicas de nossa cidade a disposição das cores vermelha e branco mudam dando conotação de termos duas bandeiras, uma com a cor branca no canto superior esquerdo, igual a que está hasteada no Paço Municipal e a outra igual a existente em diversas repartições públicas de nosso Município, inclusive na Câmara com a cor vermelha também no canto superior esquerdo.
Parece algo insignificante, mas precisa ser esclarecido, pois a disposição de cores de forma diferente muda completamente a nossa bandeira.
O Projeto de Lei nº 46, de 08 de Julho 1968, que aprovado se tornou a Lei nº 1.260 de 17 de julho de 1968, que instituiu a Bandeira do Município, fala em seu Art. 1º “...fica instituída a Bandeira do Município, de acordo com o desenho anexo”.
No arquivo da Secretaria Geral, junto ao processo original tem um desenho da bandeira com a cor branca no canto superior esquerdo, igualmente a dois arquivos existentes no arquivo histórico do Museu Municipal.
Diante do acima exposto, requeremos, ouvido o Douto Plenário e atendidas as formalidades regimentais, seja oficiado o Sr. Prefeito Municipal para que, junto à Secretaria Municipal competente, seja empenhado esforços no sentido de sanar este equívoco existente com as cores de no Bandeira, hasteando-as de forma correta e substituindo as que estão fora dos padrões regulamentares.
S.S., 16 de maio de
RONALDO FORMIGÃO
Vereador
Postagem copiada na integra de http://ronaldoformigao.webnode.com.br/ acessado em 19/05/2011
Agradecimentos especiais ao amigo e colaborador vereador Ronaldo Formigão e suas acessoras Vera e Eliana.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Passeio noturno no cemitério de Jaú na sexta feira 13
O que para muitos parece ser inconcebível para nós é uma oportunidade unica de se aprender e ensinar História. Aproveitamos a data (sexta feira 13 - a unica neste ano de 2011) e organizamos mais um passeio noturno ao Cemitério Municipal Ana Rosa de Paula em Jáu (SP). Com grande público, de 90 a 100 pessoas aproximadamente fizemos um itinerário cheio de informações.
Confiram algumas fotos e matérias sobre o passeio, lembrando que dia 25 de maio (Dia do Desafio) faremos um novo passeio neste mesmo molde, ou seja, saída as 20:00 h no Velório Municipal.
Tem Notícias, 13 de maio de 2011 - Nilessa Tait
Eu com jornalista Jordana Zago da TV Record
Acho que esta foto fala por sí - olha quanta gente!
Jornal Gente - pag. 9 - 13 de maio de 2011
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