Quando falamos sobre Cemitérios é bem comum que as pessoas digam "credo". Geralmente não é um ponto de encontro favorito e agradável para as pessoas. O que não se pode negar no entanto é o fato do Cemitério ser um lugar curioso. Não é raro em enterros nos depararmos com as pessoas parando e lendo um epitáfio aqui, lendo outro ali, vendo uma foto, enfim, os túmulos as atraem. Portanto Cemitério é um lugar de cheio de Histórias, várias delas, principalmente sobre a vida e a morte das pessoas que agora ali descansam.
Obedecendo a lei de seu tempo e influenciados pelos gostos e costumes europeus, a rica sociedade jauense investia fortunas nos adornos de seus túmulos e jazigos entre o fim do século XIX até a primeira metade do século XX. Então, alem das Histórias temos no Cemitério a manifestação artística que interpreta a vida e a morte.
Neste período a manifestação artística se dava através da Arte Cemiterial. O estudo da Arte Cemiterial nos possibilita entender determinado contexto histórico, ideológico, social e econômico. Ela interpreta a vida e a morte das pessoas e posse ser de forma simbólica ou narrativa.
Nesta pequena pesquisa estaremos demonstrando e explicando os símbolos mais utilizados na Arte Cemiterial do Cemitério Municipal Ana Rosa de Paula em Jaú (SP)
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| O Cemitério Municipal Ana Rosa de Paula, Jaú (SP) - Brasil |
O Cemitério Municipal Ana Rosa de Paula, foi inaugurado no dia 16 de outubro de 1894, sendo o primeiro sepultamento o de uma criança espanhola de 9 meses de nome Pedro Rosa. Antes esta área pertencia a Fazenda Óleo. Foi adquirida pelo município e em 1893 o agrimensor português Antonio Ferreira Garcia de Andrade Junior fez a planta. Executaram os trabalhos os italianos José Casseli e Berti Jacopo.
A área original começava nas atuais quadras G, B, H, C, I, D, P e E. Nos anos 30 foram abertas as quadras F e A. A parte nobre no inicio são as quadras B, C, D e E, denominada "Área Especial". E a "Área Comum", destinada a sepultamentos de pessoas que não tinham dinheiro para adquirirem um terreno no Cemitério começava nas atuais quadras G, H, I e P e era rotativo.
M.M - do latim Memento Mori, lembre-se que irá morrer.
Ceifadeira - A arma utilizada pelo ceifador (a morte), um dos 4 cavalheiros do apocalipse na "colheita das almas".
Cruz - A fé cristã.
Ampulheta alada- Símbolo da transitoriedade da vida, o tempo que voa. Possibilita a reversão, ou seja, o recomeçar em outro plano.
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Alegoria de anjo inconsolado ao lado de uma coluna quebrada (simbolo da morte prematura) segura em suas mãos um ramo de palma. (crença na ressurreição)
Biografia:
CYMBALISTA. Renato. Cidade dos Vivos. Annablume, 2002.
VALADARES. Clarival do Prado. Arte e Sociedade nos cemitérios brasileiros.D. I. Nacional, 1972
Sites consultados:
Site da Câmara Municipal do Porto - Portugal (2010)


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