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sábado, 28 de janeiro de 2012

Sexta feira 13 - janeiro de 2012 - Primeiro passeio de Arte Cemiterial do ano em Jahu reúne aproximadamente 200 pessoas.

No primeiro passeio de Arte Cemiterial do ano,   uma linda e espetacular noite de lua cheia, numa sexta feira 13 de janeiro de 2012 (a primeira do calendário) abrilhantou naturalmente o evento cultural. Compareceram em torno de 200 pessoas entre crianças, jovens e adultos. Os passeios de Arte Cemiterial são realizados desde julho de 2010 e tem sido um grande atrativo para entretenimento da população jauense e regional.  A Arte Cemiterial de Jahu é uma promoção da Secretaria de Cultura e Turismo de Jahu, tendo a frente da pasta a secretaria Jaci Toffano. No Cemitério Municipal Ana Rosa de Paula temos como colaborador e parceiro vital, o diretor Messias Alves dos Santos e sua equipe, sempre fornecendo o suporte necessário sem o qual esse projeto não seria realizado. 


Vejam também o primeiro Sarau Arte Cemiterial de Jahu realizado no dia 02 de dezembro de 2011 com apresentação da pianista Jaci Toffano e do grupo teatral Geração Resgate.


Para quem deseja saber o que abordamos nos passeios, assistam esta matéria produzida pela TV Câmara de Jahu:


Sugestões, criticas e comentários por favor enviem e-mail para

julio_polli@hotmail.com 

sábado, 18 de junho de 2011

Fotos da Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio - Jaú

A Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio de Jaú é um prédio de estilo eclético onde predomina o neogótico alemão. Abaixo algumas fotos históricas e artísticas deste majestoso templo, símbolo da cidade.

Foto - autor desconhecido
Esta primeira foto provavelmente foi tirada por algum fotógrafo da prefeitura. Esta imagem estampava o disco  do Hino Jauense. Pode-se verificar as proporções da Igreja por este ângulo - 40 metros de comprimento por 19 de largura e 60 metros de altura.


Foto - Vicente João Pedro
Esta foto de Vicente João Pedro, membro fundador do Foto Clube de Jaú, é uma das mais premiadas de sua carreira. Logo estarei complementando esta informação pois a foto a História desta imagem é uma grande narrativa.



Foto - Waldete Cestari
Waltede Cestari é uma mulher fantástica dotada de múltiplas sensibilidades. Filha de músicos, professora, poliglota, defensora dos animais, também é grande fotógrafa.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Arte Cemiterial de Jaú na Câmara Municipal


Ano passado enquanto a destruição dos túmulos antigos do Cemitério Ana Rosa de Paula corria solta, um vereador ajudou-me a para-la. Esse vereador é o meu amigo Ronaldo Formigão. Este vídeo mostra o interesse dele em ajudar na preservação patrimonial de Jaú. 
Muito obrigado Ronaldo. 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Corredor Histórico Cultura Jaú - Centro de Documentação da Fundação Dr. Raul Bauab

Ótimo trabalho realizado pelo CEDOC da Fundação. Este CD-ROM trás um passeio virtual muito interessante e informativo. Bom material para professores, alunos, pesquisadores e curiosos da História de Jaú. Entre os idealizadores deste belo projeto esta a Professora Patricia Alonso e a Professora Angela Bien Massucatto. 



Link para baixar

http://www.megaupload.com/?d=SQASV5UQ

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Heróis de 32



Trailer do Curta Metragem SP 32, produzido em mini-DV como PILOTO. Um Tributo aos Heróis e Veteranos de 1932. Eric Lenate, Evandro Palma, Rogério Costa, Reinaldo Villela, Rui Xavier, Lucas De Araújo, Aless Scaranto, Renato Murakami, Simone Xavier, Billy Santiago, Diego Tame, Thiago Tavares, Rafael Arruda e Jean Paulo Vernochi. Direção: Cássio Martin - Produção: Jorge Henrique Santalmei e Marco Antônio Beatriz. - Fotografia: Tony Ciambra -

Apoio: Gilberto Borges
GALENA FILMES





Exortação, Texto de GUILHERME DE ALMEIDA, lido na Rádio Record, pelo Locutor CÉSAR LADEIRA no dia 07 de Setembro de 1932. Imagens da Revolução Constitucionalista de 1932, também conhecida em outros Estados do Brasil como GUERRA PAULISTA, ou Guerra dos Paulistas. Fonte DVD SP32.

Depois de ver as cenas deste filme o que sentimos ao olhar para esta foto abaixo? 



Este é (ou era) o monumento em homenagem aos Heróis da Revolução Constitucionalista de 1932 na cidade de Jaú, interior de São Paulo. O monumento foi derrubado há umas duas semanas atrás pela ação de pessoas ignorantes e até agora esta assim, destruído. 
Tombaram na Revolução os jauenses Major Ascânio Martins Soares, Julio Pinheiro e Arsênio Guilherme. 

sábado, 2 de abril de 2011

Retificação da lista dos imóveis preserváveis

Saiu no Comércio do Jaú de hoje, dia 2 de abril, que o vereador José Aparecido Segura Ruiz (PTB) quer que seja feita a retificação da lista dos imóveis preserváveis e que o vereador José Carlos Zanatto (PP) disse na última sessão da Câmara que em abril a Prefeitura enviaria ao Legislativo o projeto que revisa o número de prédios tombados pelo Município. 


No Aurélio.

Retificar - 1- Tornar reto, alinhar. 2 - Restaurar motor de automóveis; recondicionar. 3 - Corrigir o que foi dito. (grifo meu)

Revisão - 1- Ação de revisar,corrigir. (grifo meu) 2 - Exame minucioso e atento.

Ou seja, ambos vereadores querem corrigir o que foi dito. Penso que para eles o que foi dito já era, pois não é mais dito.  Pergunto aos nobres leitores : realmente é  necessária tal retificação e revisão dos prédios tombados de Jaú? Ainda mais neste momento que o governo de Jaú esta a deriva e totalmente desacreditado. 
Retificação e revisão estas que ao meu ver querem corrigir a lei  não com o intuito de ajuda-la  na conservação da arquitetura eclética e promoção do turismo em nossa cidade mas sim de dar concretização, argumentos e armas aos especuladores imobiliários da cidade  destruírem de vez nossa memória e fonte de riqueza. 
Jaú é uma das poucas cidades de São Paulo que possui considerável patrimônio arquitetônico (o ecletismo) que conta a História de um tempo, o tempo do Café. 
Então assim como Ouro Preto é referencia para os tempos do ouro e da colônia, Jaú pode ser referencia para o café e o República Velha.  Tem potencial e acervo. 
Só não desenvolve o turismo porque um bando de incompetentes e egoístas  a tratam com vistas a obter lucro, não por preserva-la, mas pelas vantagens dadas aos destruidores ou seja, utilizam do seu cargo para prejudicar o objetivo principal. É como colocar um ladrão para julgar outro ladrão. 
Pessoas visitam Jaú para conhecerem a Matriz, os casarões, as fazendas e também o cemitério. Visitam também para comprar sapatos (principalmente) e também para o Hospital Amaral Carvalho (o chamado turismo de saúde). Mas nada impede de que ganhemos rendas do turismo histórico arquitetônico.
Existem leis para quem possa achar que os proprietários de casarões são lesados por não poderem mexer nos seus imóveis. Enxergam no patrimônio apenas um terreno para a construção de um edifício ou um estacionamento. Destruição por falta de manutenção não é desculpa para demolição. Nunca conheci alguém que destruiu seu casarão e construiu sua casa novamente naquela localidade. Querem vender seus casarões para destruição física do mesmo e para isso alegam as mais deslavadas desculpas como, alto  custo de manutenção (?), perigo de desabamento (essa é clássica). 

É preciso lutar para temos o direito de memória. Direito de mostrar aos nossos filhos e netos como era Jaú no tempo de sua riqueza, que quando o estado de São Paulo se tornou o maior produtor mundial de café, Jaú era uma das maiores produtoras. Dizer que neste tempo Jaú foi a quarta cidade do Brasil a ter energia elétrica. Quero mostrar Jaú do tempo do João Ribeiro de Barros.

Lembremo-nos recentemente do episódio do correio. Um lindo exemplo de Art Deco que foi ao chão para construirem  uma caixa. Porque disso? Minha opinião -ganância. 
Temos História senhores vereadores, temos o direito de preserva-la. Exijo meu direito de memória. Não condeno os nobres vereadores. Na verdade acredito mesmo que são apenas ignorantes e assim que aprenderem a conhece-la, a arquitetura historicista, terão outra visão da nossa arquitetura eclética.

abraços 

Julio Polli  


Vídeo Jaú 154 anos - 2007

Vídeos feitos na época do prefeito João Sanzovo. O interessante que existe uma versão em inglês. Abaixo a ficha técnica. 

(VERSÃO ÁUDIO PORTUGUÊS )


Vídeo mostra a cidade de Jaú, no interior do estado de São Paulo, Brasil, no ano de 2007, ao completar 154 anos.
Texto e roteiro de Mario Panucci e Cristiani Vieira - Bazar Comunicaçao - www.bazarcomunicacao.com.br - 14 3625 1903

Produzido por DVP Produções Digitais - Botucatu / SP


(VERSÃO ÁUDIO INGLÊS)


Video shows the city of Jau, São Paulo, Brazil, to 154 years.

Text and written by Mario Panucci and Cristiani Vieira
From BAZAR COMUNICAÇÃO - www.bazarcomunicacao.com.br
55 14 3625 1903
Production of Digital DVP Productions - Botucatu / SP / Brazil

Agradeço a SPCIDADES a postagem dos vídeos no You Tube. 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Tombar, por Maria Waldete de Oliveira Cestari

texto publicado no jornal Comércio do Jahu, 18/03/2011, página 2, quadro opinião


Prédio na Saldanha Marinho que obteve autorização para demolição parcial (foto Julio Polli)

Sábado passado, o mesmo prédio, agora no chão (foto Julio Polli)


A língua portuguesa é riquíssima; seu vocabulário é vasto e um grande número de palavras possui vários significados, permitindo seu uso em contextos diferentes, às vezes com sentidos completamente opostos. Um exemplo bem característico disso é o verbo tombar. 
Segundo Aurélio, o dicionarista, a palavra tombar pode significar deitar ao chão, fazer cair, derribar, cair ao chão, descair, descer, baixar, cair para o lado, mudar de rumo (1), em frases como: O tsunami tombou centenas de prédios ou os guerreiros tombaram durante a batalha ou ainda o bêbado vinha tombando ao sair do bar. Depois pode significar arrolar, inventariar, registrar (2) – como em: o pesquisador tombou as histórias folclóricas da região – e por último colocar, o Estado, sob sua guarda, para conservar e proteger, bens móveis e imóveis, cuja conservação e proteção sejam do interesse público por seu valor arqueológico, ou etnográfico, ou bibliográfico, ou artístico, ou histórico (3) como em: a prefeitura tombou os prédios do patrimônio arquitetônico da cidade. Mas muitas pessoas não conhecem a terceira lista de significados seja por falta de interesse, de cidadania ou de educação. 
Os vândalos entram nesse rol e são exímios em tombamentos. Essas “adoráveis” criaturas são verdadeiros tsunamis a degradar o bem público e particular. Tombam mudas de árvores plantadas em avenidas, lixeiras no centro da cidade, postes e placas de sinalização de trânsito, vidros do Centro Comunitário do São Crispim, vestiários do ginásio de esportes de Potunduva, luminárias da Praça da República. No final de semana passada, tombaram nessa praça o monumento em homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932. Isso sem contar que tombaram todas as expectativas de muitos jauenses de passarem momentos agradáveis, ouvindo música de qualidade no coreto devido à tremenda baderna que fizeram na praça e na Major Prado, embalada por “músicas” em volume altíssimo, em flagrante desrespeito aos moradores dos prédios e aos funcionários dos estabelecimentos do entorno, e aos freqüentadores da retreta da Banda Carlos Gomes. Pergunta-se: cadê a fiscalização?       Há alguns dias, na Rua Saldanha Marinho, um casarão construído no século passado, considerado imóvel histórico, portanto, tombado (no sentido 3) foi tombado (no sentido 1) e removido pelo seu proprietário, com autorização da Prefeitura. Isso gerou, principalmente na internet, uma onda de protestos de cidadãos que não se conformam com a demolição e indagam quem a autorizou e se os trâmites legais foram seguidos, ou seja, se houve reunião dos membros do Conppac (Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico e Cultural de Jahu), que tem entre suas funções analisar os pedidos de demolição ou alteração de fachada, observando a lei que foi criada e aprovada pelo Legislativo. Nada mais legítima essa preocupação, pois mais um imóvel histórico foi para o chão. 
As mais recentes discussões oficiais sobre tombar (3) datam de maio de 2009, portanto no início da atual administração. De acordo com reportagem do Comércio, a Câmara Municipal discutiu a reavaliação do número de prédios de interesse histórico e cultural, a partir de um requerimento do vereador José Segura Ruiz. A lista continha 553 prédios passíveis de preservação (será que todos ainda estão de pé? Oficialmente um já foi pro beleléu), sendo que 15 não podem ser modificados, 178 podem ter mudanças interiores, 277 precisam manter a fachada, 53 podem ter alterações também na fachada e outros 30 não foram identificados. Na época o prefeito prometeu encaminhar o requerimento. Encaminhou? Atualmente como andam as coisas nesse sentido? Algo foi modificado? Os imóveis preservados continuam os mesmos? Como o Executivo e o Legislativo trataram o assunto durante estes dois anos, o que foi decido, como, por que, quando ou continua tudo como antes?  O povo quer saber.
A mão forte das autoridades coibindo a degradação dos bens públicos e particulares com aplicação de punições exemplares aos que os tombam (1); a conscientização da população quanto à importância da conservação do patrimônio histórico de Jaú e a adoção pelo poder público de políticas de incentivo ao restauro dos edifícios tombados (3), oferecendo aos seus proprietários benefícios que os estimulem - tudo isso somado trará benefícios à cidade, seus habitantes e às próximas gerações. A história agradece, pois uma cidade sem memória é uma cidade sem futuro. 


Fachada de prédio tem de ser reconstituída


matéria publicada no Comércio do Jahu de 17/03/2011

Paulo Roberto Cruz
paulocruz@comerciodojahu.com.br

A fachada do prédio histórico localizado no número 447 da Rua Saldanha Marinho, em Jaú, demolida nos dias 11 e 12 de março, terá de ser reconstituída com os detalhes originais. A informação é do secretário de Planejamento e Obras de Jaú, Francisco Antonio Marcolan. Projeto para demolição do imóvel, requisitado pelos proprietários e aprovado em fevereiro de 2010 pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural de Jahu (Conppac) determina a recomposição da estrutura.
Construído em 1922, o prédio estava incluído no grau 3 de preservação (veja quadro), que exige a manutenção da fachada com possibilidade de alterações no restante da estrutura. A demolição foi autorizada porque as paredes tinham infiltrações e ameaçavam cair, conforme laudo da Secretaria de Obras.
Em julho de 2009, o Comércio mostrou que havia perigo a pedestres por causa do risco de queda da fachada, em avançado estado de deterioração. Ontem, o proprietário do edifício, Reginaldo Aparecido Cabrioli, 41 anos, foi procurado, mas não quis falar sobre o assunto.
O secretário Marcolan diz que vai se reunir com Cabrioli para definir prazo para que a reconstrução seja iniciada. Não existe exigência legal para que a obra ocorra, porém, a intenção é delimitar prazo.
“Não vamos exigir uma data específica para que a fachada seja restaurada, mas é importante que o proprietário saiba que vamos estar atentos ao trabalho. Ele já possui o projeto de restauração e vamos cobrar que seja seguido da forma como foi aprovado pelo conselho (Conppac)”, afirma Marcolan.

Discussão

Há em Jaú cerca de 490 imóveis de interesse histórico ou arquitetônico, conforme cadastro do Departamento de Preservação do Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura e Turismo de Jaú. Mais de 50% desses prédios estão incluídos nos graus 2 e 3 de preservação (veja quadro), o que impede que sejam totalmente demolidos.
Desde 2007 a Câmara debate a possibilidade de rever o número de casarões e outros imóveis que constam do cadastro. Em agosto de 2007 foi criada comissão de vereadores para realizar avaliação de cada prédio, mas o trabalho não progrediu.
Em maio de 2009, o tema voltou ao debate no Legislativo, quando foi aprovado requerimento, do vereador José Segura Ruiz (PTB), com pedido para revisão dos graus de preservação. Novamente, o tema não prosperou.
O diretor do Departamento de Preservação do Patrimônio Histórico, Ricardo Dal’Bó, afirma que não se deve discutir quantos imóveis são preserváveis, mas o que faz que tenham importância. “Mesmo casas simples, no Centro velho de Jaú, têm características, padrões estéticos importantes. Não concordo com a ideia de reduzir o número de prédios no cadastro.”



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Turismo na Matriz Nossa Senhora do Patrocínio de Jahu - diversão garantida para os jauenses



O que fazer em um dia nublado e de graça em Jaú numa tarde de segunda feira?

Que tal um passeio histórico na Matriz Nossa Senhora do Patrocínio do Jahu?

Foi o que decidiu fazer Daniela Chacon Malanga, Eliete Chacon, Elenice Chacon e Homero Vicente Ferreira. Com a supervisão do guia Julio Cesar Polli, autorização do Padre Celso (obrigado Padre), e projeto da Secretaria de Cultura e Turismo de Jaú, contamos um pouco da História da nossa cidade através da História da Matriz, este majestoso e imponente templo religioso - o mais belo do interior paulista- seus construtores, pintores, recursos artísticos e colaboradores, etc.


No final do passeio, informações sobre o marco zero da cidade (que esta no obelisco), a praça Siqueira Campos (projeto de Burle Max) e é claro, nosso querido herói nacional João Ribeiro de Barros (primeiro aviador a cruzar o Atlântico num vôo sem escalas, com tripulação) fecharam este passeio realizado no dia 23 de janeiro.

Chegamos em uma conclusão coletiva; todos nos divertimos, conhecemos um pouco mais de nossa História, trocamos conhecimentos, ficamos amigos e sobretudo, não éramos estranhos aos lugares visitados. Jauense pode muito bem se divertir com qualidade e de graça em Jaú, sua própria cidade.
Parabéns e obrigado a Secretaria de Cultura e Turismo de Jaú e ao secretário André Galvão de França por acreditar neste projeto que visa a popularização da História e a educação patrimonial.
Quem desejar fazer o passeio deve entrar em contato com a Secretaria de Cultura e Turismo através dos telefones (14) 3602 4777 ou 3602 4773 falar com Silvia ou Nilson.

(Fotos de Homero Vicente Ferreira)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Primeiro e segundo passeios noturno no Cemitério Municipal de Jahu - SP

Realizamos com apoio da Secretaria de Cultura e Turismo de Jahu (SP), o segundo passeio noturno ao Cemitério Municipal "Ana Rosa de Paula" em 2011. Este passeio (foto acima) aconteceu no sábado dia 22 de janeiro. O primeiro passeio ocorreu dia 19 de janeiro, uma quarta feira de lua cheia. Ambos passeios agradaram ao público presente que aproveitaram a oportunidade para debaterem sobre a História da cidade e suas próprias experiências de vida.
Os passeios também serviram para desmistificar que os Cemitérios não são lugares ruins povoados por almas penadas, fantasmas e coisas afins. Nestes passeios procuramos alem de contar a História do Município, desvendar a Arte Cemiterial presente na parte mais antiga.
Não são todas as cidades que possuem tal acervo e neste quesito Jaú é uma cidade privilegiada já que o ciclo do café proporcionou a riqueza que a originou.

O Cemitério de Jahu "Ana Rosa de Paula" foi inaugurado em 1895. Abordamos neste passeio os mitos populares e os olhares da população sobre a Arte Cemiterial que a interpretando conforme suas experiências de vida criaram mitos interessantes e curiosos como por exemplo a história da noiva e da caveirinha. Alem destas Histórias visitamos também túmulos da população que compõe a etnologia da população jauense: túmulos de italianos, sírios, negros ex-escravos, espanhóis e portugueses. Biografias de jauenses ilustres também fazem parte do passeio.


Atentos as explicações sobre os signos da Arte Cemiterial, a população tem participado e contribuído para que o Projeto Arte Cemiterial de Jahu cada vez mais se consolide como opção de cultura e laser na cidade.
Desde que começamos o projeto junto com a Secretaria de Cultura e Turismo de Jaú, cuja pasta pertence ao secretário André Galvão de França, o resgate histórico no cemitério deu um salto quantitativo e qualitativo. Um importante investimento para o resgate da memória da cidade.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

História da Matriz Nossa Senhora do Patrocínio do Jahu - História

Olá pessoal. Há muito tempo fiz aqui um pequeno resumo sobre a História deste lindo cartão postal de Jahu que tanto nos orgulha. (acredito que católicos, espíritas e evangélicos). Ela esta precisando de nossa ajuda para o restauro pois anos de infiltrações tem danificado não só os capitéis mas também as pinturas.

Interessante e gratificante é que baseei meu trabalho no livro escrito pelo Professor José Raphael Toscano na ocasião do centenário deste majestoso templo.

Mas agora foi o site da Matriz que baseou sua História com fotos e mais alguns dados retirados do meu blog. Quanta honra e que balaio de gatos. Mas a História é assim, um colabora daqui, outro colabora delá.

Eis o link que esta muito completo e informativo.


Lembrando aos amigos jauenses e turistas que agendamos passeios explicando a História de Jahu através da Matriz. Modéstia a parte tem sido um trabalho de resgate histórico muito bem acolhido pela comunidade.

Este trabalho, assim como os passeios de Arte Cemiterial são projetos da Secretaria de Cultura e Turismo de Jahu e podem ser agendados pelos telefones 3602 47 73 com Silvia ou Nilton.
No caso específico da Matriz algumas restrições existem, já que lá é um templo religioso e portanto devemos respeitar certos horários: segunda é exposição do Santissímo e na quarta confissão então estes dias não marcamos passeios.

Vamos lá povo, vamos conhecer e descobrir nossa História.

Agradecimentos especiais ao Secretário André Galvão de França, ao Padre Celso Buscariolo e ao Messias, zelador do Cemitério por estarem sempre nos atendendo com dignidade, educação e por acreditarem em nosso projeto.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Arte Cemiterial de Jahu - um balanço de 2010 e novas perspectivas para 2011

Agradeço de toda alma e coração as pessoas que acreditaram neste projeto tornando-o um atrativo turístico em Jahu. Nossos passeios noturnos tornaram-se sucesso de público e tem sido bem recebido pela comunidade. Através da divulgação do nosso acervo cemiterial trouxemos para Jahu pesquisadores e turístas de várias cidades.

Em 2011 prometemos continuar a pesquisa e a divulgação de nossa História.

Para agendamentos de turmas favor entrar em contato com a Secretaria de Cultura e Turísmo de Jahu pelo fone 3602 47 73 ou 360 47 77 com Silvia ou Nilson.

Lembramos que os passeios são gratuitos.

O próximo passeio cemiterial noturno será dia 19 de janeiro (quarta-feira).

abraços a todos e bom 2011.

sábado, 13 de novembro de 2010

Festival Hilda Hilst - Jaú 2010

Participem da Programação
acessem:

www.violentamentedoce.com



Hilda, nem te cansas de olhar-nos de onde estas? A tua sábia ausência. Será?

Entre nós você amanheceu num dia lindo... lindo como você.

A loucura, a beleza e a poesia foram tua herança, Ariana dos cafezais. Nova viu tua estrela, seus cães.

E sozinha, simultânea, adolescente ouviu o vento e ausentando-se da terra roxa seguiu cantando para uma casa no Sol.

Mas escuta Hilda, isso não me aborrece, porque o Sol brilha , irradia e aquece.

Penso se esteve em tempo errado, incompreensíveis ou se você veio para mudar um pensamento, uma época, fico com a segunda opinião. Abra-nos tuas janelas tu que fostes predestinada a conduzir as mulheres para os justos lugares delas... mesmo que não quisesse, que pudesse escolher. Tua genialidade o fez.

E só por isso seria-te grato pela eternidade e orgulhoso porque a poeira vermelha que sujou tua roupa um dia também suja a minha.

Naturalmente sedutora Hilda Hilst, a linda moça que saiu de Jaú para o mundo encarnada de poesia buscou refugio na Casa do Sol em Campinas. Tua busca constante de ti mesma deixou para nós um rastro de vários livros de esplendida beleza que foram trilhados em seus caminhos não óbvios. Quantas palavras encantadas, quantas visões com “seus olhos de cão”... E tua mãe sonhava-a bailarina a linda e encantadora moça mágica que cantou ensolarada e chamou de obsceno o silêncio, amou seu tempo em tuas visões futuristas oh! Coração que tanto bates como diria Drumonnd. Da poesia muitas reflexões de repensar o mundo, da política. Comunicar-se com o alem também, alem de nós, alem desta vida, alem das estrelas, alem... Alem.

Rompendo padrões queria ter tempo para escrever tudo o queria dizer. E escreveu. Hilda segundo ela, entre terras foi água. Para nós uma estrela que orgulha qualquer jauense, uma estrela cadente chamada Hilda Hilst.

minha homenagem a Hilda Hilst.

Julio Cesar Polli - Jaú, 18 de novembro de 2010.



Para mais informações sobre o festival Hilda Hilst acessem o site da Secretaria de Cultura e Turismo de Jaú

Cultura Jaú

Dica : baixe grátis o cd "Ode Descontínua e Remota para Fauta e Oboé - de Ariana para Dionísio" - poemas de Hilda Hilst musicados por Zeca Baleiro.


sábado, 30 de outubro de 2010

Dia de Finados - Origem

Santa Maria com Papoula - a flor representaria a morte.


Como parte de nosso estudo é voltado ao Cemitério de Jaú e as temáticas relacionadas, buscamos nesta ocasião onde celebramos o Dia dos Mortos fazer uma reflexão sobre as origens deste dia.
Mas de onde vem essa tradição?
Buscamos uma resposta imediatista na Wikipédia. Segundo essa biblioteca virtual:

O Dia dos Fiéis Defuntos, Dia dos Mortos ou Dia de Finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de novembro.
Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava
e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII(1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos. A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apóia em uma prática de quase dois mil anos.

Os Protestantes em geral, afirmam que a doutrina da Igreja Católica, que recomenda a oração pelos falecidos, é desprovida de fundamento bíblico. Segundo eles, a única referência a este tipo de prática estaria em II Macabeus 12,43-46. Porém os protestantes e evangélicos, pelo fato de serem, Ansinus in cathedra, não reconhecem a canonicidade deste livro e nem a legitimidade desta doutrina, uma vez que o Protestantismo não se submete às tradições católicas.

Segundo a interpretação protestante, a Bíblia diz que a salvação de uma pessoa depende única e exclusivamente da sua fé na graça salvadora que há em Cristo Jesus e que esta fé seja declarada durante sua vida na terra (Hebreus 7.24-27; Atos 4.12; 1 João 1.7-10) e que, após sua morte, a pessoa passa diretamente pelo juízo (Hebreus 9.27) e que vivos e mortos não podem comunicar-se de maneira alguma (Lucas 16.10-31).

Os Protestantes observam o dia de Finados para lembrar das coisas boas que os antepassados deixaram, como o legado de um caráter idôneo, por exemplo. Mas acreditam que as pessoas precisam ser cuidadas, unicamente, enquanto estão vivas.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_dos_Fi%C3%A9is_Defuntos


Le Jour des morts - pintura do Artista William Adolphe Bouquereau


Neste dia de finados em Jaú são esperados cerca de 25 a 30 mil pessoas.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Arte, Histórias e Versos no Cemitério de Jaú - um pouco de tudo...

Arte: A Santa Therezinha de Roque de Mingo no Cemitério Municipal de Jaú Ana Rosa de Paula.

(Quadra A, Rua I, nº 5)

Na obra de Roque de Mingo é possível perceber a semelhança da foto da Santa Therezinha e qualidade do artista em reproduzir com tamanha perfeição a mesma forma física da Santa (*) (Teresa de Liseux - Alençon, 2 de janeiro de 1873 - Liseux, 30 de setembron de 1897 - foi uma relisiosa carmelita francesa e Doutora da Igreja. É conhecida como Santa Tereza do Menino Jeus e da Santa Face ou, popularmente Santa Terezinha).

acesado em 29/09/2010

Versos : Mário Quintana escreveu sobre o Cemitério pelo menos dois versos que dizem respeito ao imaginário sobre a morte, um deles é este: (*)

Inscrição para um portão de cemitério

(Quadra A, Rua R)

Na mesma pedra se encontram conforme o povo traduz,
Quando se nasce uma estrela
Quando se morre uma cruz
Mas quantos que aqui repousam
Hão de nos emendar-nos assim,
"Ponha-me a cruz no princípio...
E a luz da estrela no fim!..."

Mário Quintana

(*) A pedra é do Cemitério de Jaú


Histórias / Mitos: Viviane TufiK Curi


É tida como "santinha", "beata", pois realiza segundo a crença popular milagres. Viviane faleceu muito nova. Antigamente essas crianças novas falecidas eram chamadas de "anjos" pois não tiveram tempo nem de pecar, faleceram então sem pecados. Esses "anjos" poderiam interceder perante a família.
Em algumas sepulturas de anjos é possível ler o pedido da família pelo zelo do "anjinho" que retornou a pátria espiritual.


Histórias / Mitos : A estátua do "Túmulo da Caveirinha"

(Quadra B, Rua K, nº 34)

Muito se fala do "Túmulo da Caveirinha" mas nada, absolutamente nada sobre a imagem que a caveira faz parte. Trata-se de São Gabriel da Virgem Doloros (*vide biografia abaixo).
A Família de Miguel Di Martino (ou Martino), italiano que aportuguesou o nome como muitos dos nossos antepassados, faleceu Miguel Martins, era ótima pessoa sendo conhecido como "Miguelão". Miguel e sua esposa eram devotos deste santo desde os tempos da Itália. Quando ele faleceu sua esposa encomendou uma estátua do santo da qual a família é devota ainda hoje.
A família pede para o santo, o povo pede para a caveira.

(*) Nasceu no ano de 1838, na cidade de Assis, de família nobre. Embora tenha perdido muito cedo sua mãe, recebeu do pai ótima educação na fé e piedade. Seu nome de batismo era Francisco e era um jovem muito inteligente. Gostava de teatro, bailes e leitura de romances. Francisco estava com os pés, como que em duas canoas, já que piedoso e, muitas vezes, arrependido dos pecados, ainda dava brecha ao inimigo através de vaidades. Desde cedo era chamado ao sacerdócio, mas sempre ia deixando de lado seu chamado e suas promessas. Deus, porém ia batendo-lhe no coração, mas sempre resistia.
Foi atacado duas vezes por grave enfermidade. Prometeu entrar num convento, caso obtivesse a cura. A cura aconteceu, mas ele voltou atrás, até que aconteceu algo doloroso para ele: a morte de sua irmã Luisa, a quem tanto se dedicava. Esse fato feriu seu coração, deixando-o desiludido da vida. Foi durante uma procissão de Nossa Senhora da Glória, que sentiu na alma as palavras: “Francisco, o mundo não é para ti; Deus te quer no convento”. Deixou tudo para trás. Tomou o nome de Gabriel e consagrou-se a Deus. Enfrentou o sofrimento da tuberculose e preparou-se santamente para a morte, onde Deus o recolheu aos 24 anos de idade. Era o dia 27 de fevereiro de 1862. Milagres de cura aconteceram já durante o seu sepultamento. A vida de São Gabriel nos mostra claramente que Deus tem os seus caminhos quando põe os olhos num escolhido.

http://congregacaodagloria.blogspot.com/2009/06/5-sao-gabriel-da-virgem-dolorosa.html

acessado em 8 de setembro de 2010.

Versos / Histórias : Apolônio Hilst e o verso de sua filha em seu epitáfio.


De sua filha, Hilda Hilst para ele em seu epitáfio:


E ainda que as janelas

se fechem

meu pai é certo

que amanhece


De Apolônio Hilst sobre a liberdade:

É alta e loira.
E nem ouro e altura estilizada.
Orgulhosa e soberana,
tem pose, gestos, figura
e formas de escultura
parnasiana.
Mais nada.

De olhos cor da cinza, tristonhos,
olheiras, spleen ou sono,
não sei se filha dos meus sonhos
ou figura de abandono.
Dizem que tem uma paixão atlântica
por certo moço louro e nunca
lhe diz nada.
É uma balada
romântica.

Não sei da cor, não sei da altura,
não sei do gesto.
Há nela tal mistura
de traços, cor, formas, posturas,
chipre e sândalo
que a estes meus olhos de burguês honesto
é um escândalo
de formosura!
É a mais mulher por ser a mais artista:
um poema futurista...