terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A origem do nome da cidade de Jahu (SP)

Afinal quem emprestou o nome ao município na sua fundação em 1853? O peixe ou o rio?


Em seu “Vultos e Fatos da História de Jaú”, (1954) José Fernandes menciona uma indicação: Por proposta da Câmara Municipal de Araraquara, em 16 de janeiro de 1847, passa ele (o rio Jaú) neste tempo a constituir parte das divisas entre aquele município e o de Brotas. Deve ser esta a sua menção oficial mais antiga.
Em outro trecho Fernandes nos relata que em 29 de março de 1852 o vigário de Brotas informava ao Presidente da Província que na sua Freguesia, além da Igreja da sede, que era a Matriz, havia em outra Capela no lugar denominado Jaú, nas margens do Tietê”.
Por estes fragmentos de texto em 1847 o rio já chamava-se Jahu em  outro  isso registra uma data para a primeira capela (1852) e menciona este lugar como Jahu.
O “Jahú em 1900” de Sebastião Teixeira narra a celebre reunião ocorrida em meados de 1853 realizada na casa de Lucio de Arruda Leme onde deliberaram sobre a fundação do povoado escolhendo uma comissão para este fim. Foram escolhidos Bento Manoel de Moraes Navarro, tenente Manoel Joaquim Lopes, capitão José Ribeiro de Camargo e Francisco Gomes Botão, todos ligados ao partido liberal. Por proposta de Bento Manoel de Moraes Navarro, Nossa Senhora do Patrocínio foi indicada como padroeira da cidade. Encomendou uma imagem em Itu, e como ficasse a margem do Ribeirão Jaú, recebeu a denominação de Nossa Senhora do Patrocínio do Jahú.
Segundo Sebastião Teixeira existiriam duas versões para o nome Jaú (Jahú na época/ 1900).
A primeira versão para a origem do nome seria o fato que em certa ocasião a cheia do rio trouxe um cardume de peixes, dentre eles um Jahu. Tendo sido ali encontrado ainda vivo, os seus descobridores perpetuaram a lembrança do fato dando seu nome ao Ribeirão. A segunda versão diz que os bandeirantes pernoitando na foz do dito ribeirão, no Rio Tietê, ali pescaram um Jaú, ficando esse lugar conhecido pela denominação de Barra do Ribeirão do Jaú, que foi modificado para Ribeirão do Jaú.
José Fernandes, no Vultos e Fatos da História de Jahu, conta-nos que Jaú é o nome de um dos maiores peixes de água doce; é de couro e da mesma família do Piracumbucu ou pintado. Em certo comentário sobre uma foto do desfile do 1° Centenário, Fernandes descreve: “(...) este enorme peixe constitui o carro alegórico evocativo das origens do nome do rio que banha o município e a cidade que tirou a designação já secular”.
No Brasão Jauense, instituído pela lei municipal 77 de 13 de maio de 1949, Roberto Tut descreve que “como elementos do escudo temos primeiramente o rio e o peixe Jaú, como símbolo toponímico, constituindo assim figuras heráldicas parlantes do nome da cidade”.
Pelas fontes escritas mais comuns e dignas de credibilidade o nome da cidade foi dado por causa do rio que aqui passava chamado Jahu. E o rio por sua vez recebeu esse nome pelo peixe que ali se pescava em abundância, o peixe Jahu. O peixe deu nome ao rio que deu nome a cidade. E o índio Ya-hu?
Existe outra versão mais recente sobre a origem do peixe Jaú e por tabela a origem do nome da cidade. Foram encontrados manuscritos na Biblioteca de Campinas entre 1890 e 1912 por Benedito Agrando Bastos sobre a origem do peixe Jaú, o relato diz que um jovem guerreiro Kaingangue não aceitando uma troca de “cunhas” entre seu pai e o chefe coroado (Kaingangue e coroados são a mesma coisa) por causa do amor a uma jovem índia, revoltou-se e reagiu. A troca era o selo de um acordo de paz. O jovem perseguiu os coroados até próximo a Serra de São Pedro, onde, sozinho, os encurralou e lhes fez guerra, causando muitas baixas. Mas mortalmente ferido, retrocedeu. Cercado pelo inimigo e vendo que não tinha mais espaço para a fuga e para que seu corpo não servisse de troféu, o jovem guerreiro atira-se num ribeirão, de onde surgiu mais tarde, transformado em um bagre que recebeu o nome de Jaú.
Esta historia explica a origem do peixe Jahu que segundo a lenda antes era um guerreiro cujo nome significa “o corpo do filho rebelde”. No museu de Jahu esta escrito que Ya-hu “o comilão”, nome dado pelos mesmos indígenas (?).


No site da prefeitura no final assim se informa:


A Lenda

O nome Jaú vem do tempo das monções e tem ampla significação na língua Tupi-Guarani-Kaingangue. Ya-hu quer dizer peixe guloso, comedor, um grande bagre comedor... Mas também pode significar "o corpo do filho rebelde" segundo conta a lenda do peixe Jaú.

Ya-hu era um jovem guerreiro Kaingangue que não aceitou uma troca de cunhas entre seu pai e o chefe da tribo dos Coroados, a qual selava um acordo de paz.

Por causa de uma das moças, talvez a amada, o Ya-hu revoltou-se contra o pai e reagiu. Perseguiu os Coroados até próximo a Serra de São Paulo, onde encurralou e fez guerra, causando muitas mortes. Porém, bastante ferido, o jovem guerreiro volta para casa, mas desta vez foi seguido pelos Coroados.

Durante a caminhada acabou atingido duas vezes. Por fim, cercado pelo inimigo, e vendo que não tinha mais espaço para fuga, para que seu corpo não fosse comido e para que sua cabeça não fosse cortada e erguida como troféu, o jovem guerreiro Kaingangue preferiu afogar-se num ribeirão, de onde ressurgiu mais tarde, transformado em peixe.

Esse nome, dado pelo chefe Kaigangue e que mais tarde passou ao rio e ao Município, significa o corpo do filho rebelde, justamente porque o referido peixe mostrava no dorso uma mancha irregular na cor vermelha, iguais as que usava o jovem guerreiro, que jamais voltou de sua guerra contra os Coroados.


É por isso que hoje vemos diversas versões sobre a origem do nome da cidade, como esta publicada por uma empresa jauense:

A origem do nome Jaú: A lenda do peixe que deu nome à Cidade
14/11/2009
Por BioNews Online



Você sabe que Jaú tem esse nome por causa do peixe. Mas você sabe por que o peixe se chama Jaú?

Diz a lenda: O nome Jaú vem do tempo das monções e tem amplo significado na língua Tupi - Guarani - Kaingangue. Ya-hu quer dizer “peixe guloso”, comedor, um grande bagre comedor. Mas também pode significar "o corpo do filho rebelde" segundo conta a lenda do peixe Jaú. 



Ya-hu era um jovem guerreiro Kaingangue que não aceitou uma troca de cunhas para selar um acordo de paz entre seu pai e o chefe da tribo dos Coroados. Por causa de uma das mo-ças, talvez a amada, o Ya-hu revoltou-se contra o pai, e reagiu, perseguiu os Coroados até próximo a serra de São Paulo, onde os encurralou e fez guerra, causando muitas mortes. 



Porém, bastante ferido, o jovem guerreiro tentou voltar para casa, mas desta vez foi seguido pelos Coroados. Durante a caminhada acabou atingido duas vezes. Por fim, cercado pelo inimigo e vendo que não tinha mais espaço para fuga, para que seu corpo não fosse co-mido e para que sua cabeça não fosse cortada e erguida como troféu, o jovem guerreiro Kaingangue preferiu afogar-se num ribeirão, de onde ressurgiu mais tarde, transformado em peixe. 



O nome Ya-hu, dado pelo chefe Kai-gangue ao seu filho e que mais tarde passou ao rio e ao Município, significa “o corpo do filho rebelde”. A lenda se justifica porque o peixe mostra no dorso uma mancha irregular de cor vermelha, igual a usada pelo jovem guerreiro, que jamais voltou de sua guerra contra os Coroados. 



Curiosidade: Lembrando que no espanhol latino, como em outros dialetos, o “Y” tem som de “J”, por exemplo: Yo, que quer dizer 'eu', se pronuncia “Jo”. Imagina-se que o nome do Ya-hu, deveria se pronunciado “Ja-hu”, o que de fato originou o primeiro nome do nosso povoado: “Jahu”.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Sexta feira 13 - janeiro de 2012 - Primeiro passeio de Arte Cemiterial do ano em Jahu reúne aproximadamente 200 pessoas.

No primeiro passeio de Arte Cemiterial do ano,   uma linda e espetacular noite de lua cheia, numa sexta feira 13 de janeiro de 2012 (a primeira do calendário) abrilhantou naturalmente o evento cultural. Compareceram em torno de 200 pessoas entre crianças, jovens e adultos. Os passeios de Arte Cemiterial são realizados desde julho de 2010 e tem sido um grande atrativo para entretenimento da população jauense e regional.  A Arte Cemiterial de Jahu é uma promoção da Secretaria de Cultura e Turismo de Jahu, tendo a frente da pasta a secretaria Jaci Toffano. No Cemitério Municipal Ana Rosa de Paula temos como colaborador e parceiro vital, o diretor Messias Alves dos Santos e sua equipe, sempre fornecendo o suporte necessário sem o qual esse projeto não seria realizado. 


Vejam também o primeiro Sarau Arte Cemiterial de Jahu realizado no dia 02 de dezembro de 2011 com apresentação da pianista Jaci Toffano e do grupo teatral Geração Resgate.


Para quem deseja saber o que abordamos nos passeios, assistam esta matéria produzida pela TV Câmara de Jahu:


Sugestões, criticas e comentários por favor enviem e-mail para

julio_polli@hotmail.com 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Matéria produzida pela TV Câmara de Jahu sobre o 1º Sarau Arte Cemiterial de Jahu


Agradecimentos especiais a Vera e ao Beto Frassão

Conheça também o projeto "primo irmão" do nossa Sarau, aquele que inspirou nosso trabalho, o Sarau Noturno de Bagé (RS) da querida Clarisse Ismério

Mais de três anos de sucesso. O primeiro do Brasil.

sábado, 3 de dezembro de 2011

1º Sarau Arte Cemiterial de Jahu - Projeto Arte Cemiterial de Jahu (SP)

Foto Fernão Prado


Sarau é uma reunião de pessoas onde ouve-se música, filosofa-se e faz-se poesia. É uma reunião de amigos que gostam da cultura, arte e da história. Planejamos a semelhança do belo trabalho Sarau Noturno, da cidade de Bagé (RS) onde a Profª Drª Clarisse Ismério o desenvolve com tanto amor, o 1º Sarau Arte Cemiterial de Jahu (SP) no dia 02 de dezembro de 2011. O Sarau fez parte da programação da Primeira Jornada do Patrimônio de Jahu: Educação e Pesquisa realizado pela Secretaria de Cultura e Turismo de Jahu entre os dias 17 de novembro à 8 de dezembro de 2011. Um iniciativa muito boa para fomentar discussões e aprendizados.  


O Sarau Arte Cemiterial é fruto do projeto Arte Cemiterial de Jahu, que promove passeios histórico culturais permanentes deste maio de 2010 no cemitério municipal Ana Rosa de Paula (inaugurado em 1894). Ocorrem passeios noturnos desde 23 de julho de 2010 onde a cidade passou a ser a única cidade do Brasil a realizar passeios nestes horários. 

É a Secretaria de Cultura e Turismo de Jahu que promove o projeto Arte Cemiterial de Jahu, coordenado e idealizado por Julio Polli. 


O Sarau em Jahu foi um sonho que a Jaci Toffano sonhou junto comigo desde o dia do nosso primeiro encontro. Trouxe alem da linda música as magnificas apresentações do coral e performance de dança. 


O Programa

Heitor Villa-Lobos - Impressões Seresteiras
J.S.Bach - Concerto Italiano (Adagio)
Heitor Villa-Lobos - Bachiana nº5 (Adapatação Jaci Toffano) - é o vídeo acima
Va Pensiero - Giuseppe Verdi

A segunda parte consistiu em um passeio noturno ao cemitério tendo como companhia um grupo teatral que com maestria conduziu a platéia a reflexão filosófica de alguns personagens da história local, muito sentimental. Logo após o silêncio que reinava a História era descrita assim como alguns significados da simbologia da arte cemiterial. 


O público foi bom, gostaram. Acredito que estamos conseguindo atingir os objetivos dentre os mais importantes a preservação patrimonial e das memorias através da Arte Cemiterial. 


Luli Lima - foto Paulo Destro






Flores - Foto Julio Polli

Estudando o palco... - Foto Julio Polli

Jaci Toffano em momento de crianção ao fundo o João Castro - Foto Julio Polli




A pianista Jaci Toffano e sua filha Luli Lima ensaiam - foto Julio Polli




A cantora Celeste Baccarin - Foto Julio Polli

Luli Lima - Foto Julio Polli


Luli Lima - Foto Julio Polli


Luli Lima - Foto Julio Polli









sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Cemitérios Paulistas - Cemitério Municipal de Assis (SP)

Apesar do blog ser direcionado e dedicado a História de Jahu e sua arte cemiterial será vantajoso o estudo comparativo com outros cemitérios. Verificaremos se existem padrões estéticos. 
Assis (SP) é uma cidade mais nova que Jahu. 
Detalhe de grafite no muro do cemitério de Assis
Fundação de Assis - 1º de julho de 1905.
Em 1º de julho de 1905 o Capitão Francisco de Acis Nogueira efetivou a doação de 80 alqueires de terras de lavrado à igreja, para patrimônio de uma Capela, sob a tríplice evocação do Sagrado Coração de Jesus, de São Francisco de Assis e da Obra – Pio do Pão de Santo Antonio (Fundação de Acis).
Em torno da Capela, foram surgindo as primeiras casas do povoado, que pertenciam a jurisdição do município de Campos Novos do Paranapanema (atual Campos Novos Paulista).
O desenvolvimento do povoado foi devido exclusivamente, ao avanço dos trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana, que chegaram ao povoado de Acis em 1914. Em 1915, pela Lei Estadual nº 1.496, de 30 de dezembro de 1915, o povoado foi elevado a Distrito de Paz. Dois anos depois, foi criado o Município de Acis pela Lei Estadual nº 1.581 de 20 de dezembro de 1917.
Em 6 de abril de 1918, os vereadores elegeram o primeiro prefeito: João Teixeira de Camargo. Em 8 de abril de 1918, foi aprovado o Regimento Interno da Câmara e adotado o Código de Posturas Municipais de Itatiba, para o município de Acis. A estrada de Ferro Sorocabana foi a responsável pela rápida escalada de Acis, que já em 20 de Março de 1918 passou à sede de comarca. Também abriu caminho para chegada do café, tornando Acis o ponto de convergência de toda a região e base de operação para a colonização do Paraná.
Origem do nome

O nome Assis, o qual a cidade é conhecida hoje, era originalmente Acis e foi batizada assim em homenagem ao fundador do município: Capitão Francisco de Acis Nogueira.O nome foi adaptado anos depois pelos próprios moradores que o escreviam Acis com dois 's'.
Fonte - http://pt.wikipedia.org/wiki/Assis

Na arte cemiterial podemos verificar

Ramos de palma - muitas sepulturas semelhantes a estas ostentavam o símbolo da ressurreição.


A última morada - presença de muitas casas no cemitério, muitas delas com varandas abertas. Construção moderna


Vista panorâmica - entre os túmulos não há calçamento.
Estátua em mármore carrara.
Um símbolo da maçonaria, existem muitos compassos em vários túmulos logo na entrada do cemitério.
Uma obra moderna e uma clássica lado a lado
Detalhe das "mãos"


Aperto de mãos: O aperto de mãos significa união; ou matrimônio entre o falecido e seu cônjuge. Neste caso, uma mão masculina está associada a uma mão feminina (o punho das mangas distinguem os sexos) guiando a outra para o céu.

Arte em cimento
ossuário
capela
Anjo da Anunciação - o anjo "corneteiro"
arte em bronze - artista desconhecido

grafite no muro do cemitério


Abaixo matéria da TV TEM sobre a retirada dos grafites e o protesto gerados  - 



Existem alguns túmulos em mármore carrara, não muitos. Símbolos cemiteriais com maior presença são os ramos de palmas com as cruzes. A diferença de Jahu este cemitério possui muitos túmulos com símbolos maçons. Também existe neste cemitério o seu santo ou beato local, aqui o Monsenhor David. 

interior da capela feita em homenagem a Monsenhor David

sala anexa onde os artefatos são deixados como agradecimento


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Educação patrimonial de Jahu - 2011

Para ajudar os professores que estão trabalhando as questões arquitetônicas e históricas das construções jauenses aqui algumas informações colhidas de amigos e colaboradores jauenses.

1º - Santa Casa de Misericórdia de Jahu em 1906






...e a 2ª edificação no mesmo lugar em 1934 com o aspecto atual.



(agradecimentos ao Paulo Campana pelas fotos)

2º Casa na Rua Major Prado esquina com a Visconde do Rio Branco


Informações dadas por Cândido Galvão de França :

Antes de Afonso de Moraes Alves (Afonsinho) lá residia Benedito de Paula de Almeida Prado, casado com Antonieta Botelho de Almeida Prado, avós de Pio, Antonieta, Chico Pio e João Pio de Almeida Prado. Na casa vizinha, na Major Prado, morava Marcelo de Almeida Prado, filho do Senador Vicente Prado, casado com Carolina de Almeida Prado (Tia Nhazinha, irmã de minha avó Cotinha - Maria Conceição)

Informações dadas por Guilherme Valente:

A casa, projeto de Álvaro Carlos de Arruda Botelho, foi construída na década de 1920 pelo Coronel Francisco de Paula A. Prado, filho do Major Prado. Ele era casado com Francisca E. de A. Prado, filha d o Tenente Lourenço de A. Prado. O Cel . Paula Prado fundou junto com o pai a companhia Agrícola Paula Prado em 1891, foi sócio fundador do Banco Melhoramentos, trouxe em conjunto com amigos o colégio dos Padres para Jaú e foi o primeiro presidente do Jahu Clube. Depois da morte do Cel. Paula Prado na década de 1930, a casa ficou para o filho Benedicto de Paula A. Prado e sua esposa Antonieta de A. Botelho A. Prado. Nesta casa a filha do casal , Maria Cecília Botelho de A. Prado casou, e nasceram os 4 netos de Benedito. E também foi onde a neta de Benedicto se casou.O interessante é que o Cel. Paula Prado antes de construir esta casa, construiu a casa ao lado, vendida posteriormente para seu irmão Major Marcelo de A. Prado. Após a morte de Benedicto de A. Prado em 1963, a casa foi vendida para Afonso de Moraes Alves. A viúva Antonieta comprou a casa do Major Marcelo e faleceu lá em 1969. Atualmente esta casa pertence ao Sr. Laurindo Marques.