sábado, 11 de setembro de 2010

Capoeira em Jaú - Mestre Nino pioneiro desta arte em nossa cidade.


Vejam um pouco de como foi a festa...

Link do You Tube para quem deseja baixa-lo:


(Capoeira Bantus - Mestre Nilson)

Hoje meus queridos amigos e amigas tive a honra de presenciar um fato histórico em nossa cidade sem precedentes. Primeiro foi o fato do Professor Doutor Antonio Galdino Grillo, o Professor Nino, ter completado 72 anos de idade. Até ai nada de tão anormal enfim as pessoas fazem aniversários todos os anos. O fato importante porem é mais profundo - reside no questão de ser o Professor Nino o pioneiro da capoeira em Jaú. Isso mesmo, o doutor em literatura, o lutador de Karate e judô, o estudioso de grego, o grande músico baterista (e sei lá mais quais aptidões que existem neste grande jauense), também trouxe para Jaú a Capoeira a cerca de 40 anos atrás ensinando esta arte a garotos no fundo do seu quintal. Hoje existem ao menos 6 academias de capoeira em Jaú.


Mestre Nino escolheu dentre tantos lugares para comemorar essa data histórica simbólica a academia do Mestre Nilson, a Capoeira Bantus localizada na Rua Humaitá, 1713. Confesso como professor de História - com muita vergonha - que não conhecia uma roda de capoeira e que nunca havia visto in loco tal manifestação que é muito mais que um simples esporte - é uma filosofia de vida. Emocionei-me e vendo aqueles gingados das crianças e jovens, dos adultos e senhores, procurei dentro de mim por um instante, esse ser branquelo descendente direto de europeus, algo de negro em mim, um gene talvez pois assim sentiria-me um brasileiro completo. Encontrei-o no meu avô materno. Senti então alivio e orgulho de ser brasileiro completo e de ter algo de "negro" em meu ser -esse povo tão sofrido mas batalhador, que através da capoeira uniu nossos povos. Hoje a capoeira é praticada em mais de 150 países e todos os professores, seja da Australia ou da Alemanha, obrigam seus alunos a cantarem suas ladainhas em português.


(Membros da Capoeira Bantus tocando seus instrumentos acompanhados do Mestre Nino)

Nesta festa que ocorrida hoje dia 10 de setembro de 2010 na cede da Capoeira Bantus quem ganhou o presente foram nós os participantes e platéia que fomos contemplados com lindas Histórias contadas pelo Professor Nino além das apresentações.


(Mestre Nino falando sobre a História da Capoeira no Brasil)

Agora repasso algumas palavras mencionadas pelo Mestre Nilson por razão desta ocasião:

"...importante falar que pouquíssimas cidades no mundo tem uma História semelhante a nossa pois observe que a
capoeira foi criada e praticada por escravos no Brasil até a aboliçao quando surge a primeira geraçao de não escravos, esses mestres da primeira geração ensinaram a próxima (2) que ja ésta incluida ai os professores do mestre Nino ( o Grande Mestre Suassuna) , que ensinou meu mestre (Mestre Betão) (3) , e olha eu aqui, falando com vocês.
Sou Mestre Nilson Capoeira Bantus , herdeiro direto do mestre Betão. Desses 40 anos participei sem sair até o momento por 28 anos."


(Ladeado pelo Mestre Nino membros da Capoeira Bantus posam orgulhos para a foto histórica)


(Eu e o Mestre Nino - a foto saiu borrada, mas é visível a nossa alegria)


(O tradicional "Parabéns" e as velas que insistiam em não apagar)

...e que elas nunca se apaguem Professor Nino, pois o senhor nos enche de orgulho.


Reportagem que o Comércio do Jahu publicou sobre o assunto no dia 11 de setembro de 2010

Há 40 anos, praticantes de capoeira enfrentavam preconceito



Considerada excepcional sistema de autodefesa e treinamento físico, que reúne características peculiares de luta, jogo e dança, a capoeira chegou a Jaú há 40 anos, pelas mãos e pés de Antonio Galdino Grillo, o Nino, 72 anos. Em agosto de 1970, montou uma academia no quintal de sua casa, na Rua 13 de Maio. Enfrentou preconceitos, persistiu, formou outros mestres e ensinou várias gerações de praticantes.
Nino aprendeu a jogar capoeira com os mestres Suassuna e Brasília, em São Paulo, na Academia Cordão de Ouro, a partir de 1967. Era baterista consagrado e havia tocado com Zimbo Trio, Dick Farney e até com um dos maiores trompetistas do jazz, Dizzy Gillespie, em 1961, na boate Farney’s, que ficava na Praça Roosevelt, no Centro de São Paulo.
Com o mestre Brasília, aprendeu o estilo da capoeira angola, o mais antigo, que tem como características o ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos, próximos ao solo, e muita malícia. O mestre Suassuna transmitiu-lhe os ensinamentos da capoeira regional, que mistura o estilo da angola com o jogo rápido de movimentos, golpes mais rápidos e secos. Quando montou sua academia em Jaú, era batizado e cordão azul.
“Fui formando a academia com os vizinhos, moradores próximos a minha casa”, lembra Nino. Com o tempo, o número de jogadores cresceu, a procura se intensificou, embora o preconceito se fizesse sempre presente. “Cheguei a levar alunos para apresentação em escolas de Mineiros do Tietê, nas quais contava a história da capoeira, que foi a primeira manifestação de liberdade nesse País”, comenta. “Em Jaú, nenhuma escola quis saber.”
Nino formou capoeiristas que se tornaram entusiastas como Acúrcio Nascimento, Malvina Nascimento - que consta ser a primeira mulher capoeirista do Brasil – e mestres, como Norberto B. de Melo, o Betão, já falecido. “Betão foi meu melhor aluno. Passei minha academia para ele em 1976 e passei a me dedicar à Língua Portuguesa, embora continuasse dando aulas de capoeira aos fins de semana.” Nino é professor doutor em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de São José do Rio Preto e ministra curso de redação há vários anos em Jaú.
O Município, com Nino, Betão, Nilson Rosa, Marcial Augusto Lopes, Caculé, Silvio e outros se tornou grande formador de jogadores e divulgador da prática capoeirista, que foi tombada como patrimônio histórico imaterial e incluída como modalidade brasileira nos Jogos Regionais e Abertos. Segundo Nino, a capoeira de Jaú foi 28 vezes campeã paulista e três vezes campeã brasileira. “Hoje o mestre Marcial preside a Federação Brasileira de Capoeira”, diz.

Origem

O professor Nino conta que a capoeira surgiu entre 1624 e 1625, na época em que o Brasil sofreu invasão pelos holandeses. No confronto, que reuniu portugueses, mestiços, índios e negros africanos de várias etnias contra os invasores, houve fuga de grande número de escravos, que se embrenharam nos capões de mato, as capoeiras. Perseguidos por capitães-do-mato, desarmados, em inferioridade numérica, os negros, que seriam da etnia Bantus, passaram a observar na natureza um pássaro conhecido por uru. “Trata-se de pássaro que briga gingando e só com os pés”, relata. “Incorporando os movimentos do pássaro as suas danças, criaram uma maneira de se defender dos perseguidores.”
Hoje, segundo Nino, há 8,5 milhões de praticantes da capoeira no mundo todo. “Há mais de 400 mestres de capoeira ensinando, em português, somente na Europa”, diz. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que a capoeira está presente em mais de 150 países e é a maior embaixadora da língua portuguesa no mundo. (JRAP)



terça-feira, 7 de setembro de 2010

Turistas cariocas visitam a Matriz Nossa Senhora do Patrocínio de Jahu em 05-09-2010

Demonstrando para os céticos e destruidores do patrimônio histórico arquitetônico que o turismo de passeio já é uma realidade e um movimento irreversivel em Jaú publico algumas fotos do passeio realizado no domingo dia 05 de setembro de 2010 com este animado grupo de 36 cariocas que vieram e se hospedaram em Jaú. Não vieram apenas para as compras muito embora isso seja um atrativo turístico forte (o turismo de compras) para a cidade quiseram antes conhecer a História de Jaú.
Os turistas ficaram encantados com a beleza da nossa igreja e tiraram muitas fotos em duas horas de passeio no majestoso templo, nosso cartão postal, neste caso, tirando fotos da imagem da Nossa Senhora do Patrocínio.
Após conhecerem a Matriz, fizemos um breve passeio pelo entorno da matriz e pela praça Siqueira Campos. Todos reconheceram de pronto Newton Braga, carioca e co-piloto do nosso herói João Ribeiro de Barros. Na foto acima, a dona Jacira não se aguentou e deu aquele abraço em nosso comandante.

Logo após o passeio panorâmico dirigimo-nos ao Território do Calçado. Enquanto aguardavam suas esposas esse grupo preferiu esperar tomando "umas" cervejinhas. Eu fiquei apenas na Coca-Cola... claro... guia não pode beber em serviço... ou pode?

Após as compras, pose com as sacolas. Em respeito a ética de não ser um "guia sacoleiro" não recebi e nem distribui comandas para ganhar comissão sobre as vendas. Aqui uma critica ao Território do Calçado...que lugarzinho mais feio e mal conservado esse onde é o ponto de encontro dos turistas.
Na seqüência almoço em Jaú e a tarde passeio de eclusa na Barra Bonita. Como eu, Daniel Rosalem, pensamos e acreditamos na regionalização do turismo.
Na foto a guia carioca Aparecida e eu com a camisa do Galo, ao fundo, as margens do Rio Tietê durante o passeio de eclusa. Cultura, entretenimento e compras, tudo pode se conciliar havendo união. Todos saímos ganhando com isso.

Abaixo matéria do jornal Comércio do Jahu publicada hoje dia 07-09-2010 que tratou um pouco desse assunto.


Projetos em Jaú incluem visitas ao cemitério e à igreja matriz


A Secretaria de Cultura e Turismo de Jaú renovou o contrato do projeto da oficina de arte cemiterial do pesquisador e historiador Julio Cesar Polli, até dezembro deste ano. Desde junho, a parceria permite visitas gratuitas ao Cemitério Municipal Ana Rosa de Paula para que a população possa conhecer fatos históricos e culturais da cidade pela arte de túmulos e personalidades municipais.
Os passeios ocorrem durante o dia e são abertos à população e às escolas. De acordo com Polli, cerca de 300 pessoas participaram das atividades diurnas e 95 estiveram presentes nas duas excursões noturnas, que devem ser feitas uma vez por mês.
“O atrativo da noite é a curiosidade do ambiente que as pessoas não costumam estar. Foi uma experiência nova e um desafio”, comenta. Polli informa que pretende realizar sarau noturno para resgatar o caráter artístico da cidade, com encenação de atores de obras de Hilda Hilst, entre outros.

A renovação do contrato inclui o Projeto Patrimônio Histórico Cultural da Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio: História e Significados, que trata da divulgação da história da cidade por meio do templo.
A primeira visita ocorreu na manhã de anteontem com grupo de 36 turistas, que vieram a Jaú para conhecer a história da local. O enredo começa com o surgimento da capela e a evolução urbana, até a construção da igreja no estilo neogótico. (Da redação)








segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Passeio no Jardim de Baixo (Jaú - 28/08/2010)



Sábado passado (28/08/2009) fomos contemplados com um show maravilhoso da Jaci Toffano e logo após fizemos o abraço em torno do coreto da Praça da Rebública. Mais uma ação da Secretaria de Cultura e Turismo e do Meio Ambiente, na minha opinião as mais atuantes no governo do Prefeito Oswaldo. Como disse a Silvia que trabalha no setor de Oficinas da Secretaria de Cultura, "estamos presenciando um momento histórico em Jaú, já que o último pianista a se apresentar na praça foi um estrangeiro a mais de 50 anos" .

Foto: Marcos Grossi 28-08-2010

Depois do belo espetáculo fui parabenizar a renomada pianista, apresentei-me e acredito que podemos fazer um projeto juntos, aguardem as novidades.

segue um link para quem deseja apreciar um pouco mais sobre a História e o trabalho desta grande jauense...

domingo, 29 de agosto de 2010

Nando Reis escreve sobre o XV de Jaú


Fazendo uma justa homenagem ao nosso Galo da Comarca, o XV de Jaú, reproduzo a crônica do Nando Reis publicada no Estado de São Paulo de 07/01/2009.
Com aquele jeito poeta que só Nando Reis sabe expressar convido os leitores e apreciadores deste blog a se emocionarem comigo.

Foto: coisasdamo.wordpress.com

XV de Jahú

Nando Reis (*)

Fim de semana passado estive em Jaú, visitando meu pai. Seu pai e sua mãe nasceram ali, assim como ele. Meu pai hoje mora na casa que foi a sede da antiga fazenda Frei Galvão, assim batizada como uma homenagem a minha avó, descendente do nosso primeiro e único santo. Era lá, durante os anos70, que se produzia a manteiga e o leite que foram vendidos na cidade. na embalagem, ilustrando o nome da marca caseira e familiar, uma imagem do frei desenhada pelos punhos de meu próprio pai. Os produtos conservavam o frescor e a pureza que a canonização futura veio a certificar com legitimidade e surpresa. Leite e´o alimento santo que vitaliza a humanidade nosso corpo profano, imperfeito e pecador. A manteiga é a materialização de nossa natureza engenhosa - transformar sem nunca desperdiçar, exercício que demonstra humildade e consciência de nossa própria degradação. Depois do pecado original parte da civilização se desenvolveu em cima dessa idéia corretiva: melhorar que possível, o que está ao nosso entorno já que a alma foi definitivamente maculada.

A fazenda que foi comprada por meu avô nos anos 50 viveu seu apogeu graças ao café. O lindo terreiro ainda guarda assentado na memória horizontal e ocre de seus tijolos a beleza e a pujança dos grãos beneficiados. A geada de 75 pôs fim ao ciclo vitorioso e o declínio se insinuou sem que a minha ingenuidade adolescente se desse conta da gravidade. Muito do que sou é pelo que ali vivi - nos Canaviais ensandecidos dos bailes do Caiçara à poesia Souzândrade que lia pendurado nos galhos do velho abacateiro brotado quase no fim do pomar, me fiz. E o barro vermelho da terra roxa ainda permanece grudado, mesmo que invisível, na sola dos meus sapatos.

Proseando no terraço rodeado de bouganvilles, eu e meu pai passamos a tarde percorrendo assuntos inevitáveis? a origem da fazenda que acabou por puxar a história de outra anterior e fundamental - o Tucumã e o relato de sua divisão; os ancestrais e o primeiro e patriarcal Cassiano: a crise de 29, a ida pra Duartina, a volta para Jaú, a aquisição das terras, sua expansão, sua estagnação, seu declínio, a morte de meu avô; falamos da importância da permancência dessa fazenda, e mesmo que fracionada, como posse de nossa família. Mas tudo entre nós sempre acaba desaguando no futebol. Falamos sbore meu avô e a construção do Pacaembu/ sobre o atleta que foi meu pai, corredor de 110 metros com barreiras, defendendo o azul e amarelo da Poli ou as três cores do São Paulo. E falamos também sobre os tempos de glória do XV de Jaú, da construção das arquibancadas de madeira do Zezinho Magalhães.

Foi nesse momento que meu pai interrompeu a fala e apontou para o céu tingido que por trás de mim simulava o milagre da Criação: "Olha que pássaro grande!" E quando pudemos acertar os onteiros de nossos olhos com a paisagem da ave pousando no galho da enorme seringueira crescida nas costas da capela, identificamos o casal de tucanos. Sim, um par de tucanos estava parado ali na nossa frente! Encantados com a ilustre e rara presença das aves, silenciamos diante da imagem restauradora. De repente, junto daquele par de bicos alaranjados e ocos, tudo se refez: o café brotou na lavoura, a cachoeira se encheu de gado e os baldes derramaram leite; a manteiga suavemente se esparramou sobre o pão saído do forno e o relógio imenso de desporporcional voltou a funcionar: sussurou no ar um suspiro, o beato antigo. Naquele conciso minuto enquanto os tucanos brindavam com sua improvável harmonia, ouvimos a voz rouca de meu avô gritar novamente um gol do XV de Jaú!




Homenagem póstuma ao meu tio Beto Polli - quinzeano fanático


(*) José Fernando Gomes dos Reis, conhecido como Nando Reis (São Paulo, 12 de janeirode 1963), é um cantor, violonista e compositor brasileiro.

Ex-baixista da banda de rock Titãs, emplacou vários sucessos e hoje segue em carreira solo, atualmente acompanhado pela banda Os Infernais. Gosta de futebol, torce pelo São Paulo Futebol Clube e mantém uma coluna semanal sobre este tema no jornal O Estado de S. Paulo.

Nando tem cinco filhos: Theodoro, Sophia, Sebastião, Zoé e Ismael. Sua primeira neta Luzia, filha de Theodoro nasceu em 2010.

Nando Reis saiu dos Titãs após a gravação do álbum A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana, e ficou conhecido como um dos maiores compositores da sua geração, compondo sucessos como "Diariamente" (com sua ex-namorada Marisa Monte), "All Star", "O Segundo Sol" e "Relicário", gravados por Cássia Eller; "Resposta" e "É Uma Partida de Futebol", gravados pelo grupo mineiro Skank; "Do Seu Lado", gravado pelo também mineiroJota Quest e "Onde Você Mora?", gravado pelo grupo Cidade Negra. Isso sem falar na vasta coleção de hits compostos durante sua permanência nos Titãs, como "Igreja", "Os Cegos do Castelo" e "Jesus não tem dentes no país dos banguelas".

Atualmente é um dos 10 maiores arrecadadores de direitos autorais no Brasil, de acordo com o ECAD, levando em conta músicas tocadas em shows e execuções em rádio (conforme noticiado pela Folha de São Paulo em 7 de Fevereiro de 2009). Músicas suas fazem parte dos últimos lançamentos de Skank (os sucessos "Sutilmente" e "Ainda Gosto Dela") e Jota Quest.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cultura e arte

Foto Tuca Melges
Crianças da Pró-Meninas Entidade de Amparo de Jaú participaram da oficina de arte cemiterial elaborada pelo historiador Júlio Cesar Polli, em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo, na tarde de ontem. As visitas ocorrem desde junho durante o dia e esporadicamente à noite


Matéria publicada no Comércio do Jahu em 19-08-2010

domingo, 15 de agosto de 2010

Projeto de Jaú usa visita ao cemitério para ensinar história. (Tem Notícias 1ª Ed. 14/08/2010)


Da Redação/TV Tem


Jaú encontrou um caminho curioso para ensinar história e arte. Um projeto leva moradores aos lugares onde é possível saber um pouco mais sobre a cultura e importantes personalidades da região. Só que neste roteiro está o cemitério da cidade, e mais inusitado ainda foi a data e o horário escolhidos para uma das visitas: noite de sexta-feira 13.

Tem gente que não pode nem ouvir falar em sexta feira 13, visitar cemitério neste dia então, nem pensar. imagnina a noite. Um grupo pensa diferente e resolveu fazer um passeio no cemitério de Jaú. Mas tudo isso tem uma explicação. A principal idéia é desmistificar a morte, falando da vida. Quem foi ao cemitério, nem ligou pra sexta-feira 13 e comemorou o fato de aprender um pouco mais sobre a história da cidade.



OBS: informações tiradas na íntegra do Tem Mais Notícias Jaú

http://tn.temmais.com/noticia/8/19836/projeto_de_jau_usa_visita_a_cemiterio_para_ensinar_historia.htm


Record de público até agora = 65 pessoas. Obrigado a todos que compareceram e entenderam nossa preocupação em divulgar nossa História através do Patrimônio histórico.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Roque de Mingo e suas esculturas no Cemitério de Jaú "Ana Rosa de Paula"

Em nossas pesquisas, não paramos de descobrir artistas que fizeram de nosso cemitério um belo lugar para se apreciar arte. Entre os dias 31 de julho e 01 de agosto de 2010 descobri dez estátuas assinadas pelo renomado Roque de Mingo. Abaixo uma breve biografia deste importante escultor, uma obra dele em São Paulo "Soldado Expedicionário" e as obras que estão em Jaú.


ROQUE DE MINGO (São Paulo, 1890 + São Paulo, 1972)

Estudou com Amadeo Zani e Pasquale De Chirico.

Participou da 1º Exposição Brasileira de Belas-Artes, em 1912. Assinava R. DE MINGO, R. De Mingo, R. D. MINGO e R. D. Mingo. Dentre seus trabalhos, destacam-se: "Águia" (1914), granito e bronze, 5,00m na Praça Fernando Prestes. "Lagostas", em bronze (1923), na Fonte Monumental, Praça Júlio Mesquita. Busto em bronze do Marechal José Arouche de Toledo Rondon (1940) na Faculdade de Direito da USP.

A escultura que fundiu para Enrico Bianchi, em destaque nesta exposição mostra a beleza e o fino acabamento das peças que executava. Mingo obteve a grande medalha de ouro no Salão Paulista de Belas-Artes (1959).

"Soldado Expedicionário" - Roque de Mingo

Escultura do acervo de Marco Antônio da Cunha Figueiredo

Feira de Antiguidades
MuBE Museu Brasileiro da Escultura
www.mube.art.br

São Paulo SP Brasil


Busto de Torello Dinucci - contrutor da Matriz N. Sª do Patrocínio (QE, Rua F, nº4)

Detalhe do túmulo do herói nacional João Ribeiro de Barros (QE, Rua C, nº16)

Busto de Edgard Ferraz do Amaral -primeiro prefeito de Jaú- (QE, Rua B, nº1)

Esculturas no Mausouléu da Família Cesarino -(QC, Rua G, nº1)

Túmulo de Anna Blandina Ferraz de Almeida Prado - (QA, Rua I, nº5)

Túmulo de Angelo Martinhon

Túmulo de José Camillo de Magalhães

Túmulo de Maria Magalhães Prado - (QA, Rua F, nº4)

Túmulo de Virgínia Ferraz de Almeida Prado - (QA, Rua F, nº8)

Túmulo de João Ferraz de Almeida Prado - (QA, Rua C, nº4)