domingo, 15 de agosto de 2010

Projeto de Jaú usa visita ao cemitério para ensinar história. (Tem Notícias 1ª Ed. 14/08/2010)


Da Redação/TV Tem


Jaú encontrou um caminho curioso para ensinar história e arte. Um projeto leva moradores aos lugares onde é possível saber um pouco mais sobre a cultura e importantes personalidades da região. Só que neste roteiro está o cemitério da cidade, e mais inusitado ainda foi a data e o horário escolhidos para uma das visitas: noite de sexta-feira 13.

Tem gente que não pode nem ouvir falar em sexta feira 13, visitar cemitério neste dia então, nem pensar. imagnina a noite. Um grupo pensa diferente e resolveu fazer um passeio no cemitério de Jaú. Mas tudo isso tem uma explicação. A principal idéia é desmistificar a morte, falando da vida. Quem foi ao cemitério, nem ligou pra sexta-feira 13 e comemorou o fato de aprender um pouco mais sobre a história da cidade.



OBS: informações tiradas na íntegra do Tem Mais Notícias Jaú

http://tn.temmais.com/noticia/8/19836/projeto_de_jau_usa_visita_a_cemiterio_para_ensinar_historia.htm


Record de público até agora = 65 pessoas. Obrigado a todos que compareceram e entenderam nossa preocupação em divulgar nossa História através do Patrimônio histórico.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Roque de Mingo e suas esculturas no Cemitério de Jaú "Ana Rosa de Paula"

Em nossas pesquisas, não paramos de descobrir artistas que fizeram de nosso cemitério um belo lugar para se apreciar arte. Entre os dias 31 de julho e 01 de agosto de 2010 descobri dez estátuas assinadas pelo renomado Roque de Mingo. Abaixo uma breve biografia deste importante escultor, uma obra dele em São Paulo "Soldado Expedicionário" e as obras que estão em Jaú.


ROQUE DE MINGO (São Paulo, 1890 + São Paulo, 1972)

Estudou com Amadeo Zani e Pasquale De Chirico.

Participou da 1º Exposição Brasileira de Belas-Artes, em 1912. Assinava R. DE MINGO, R. De Mingo, R. D. MINGO e R. D. Mingo. Dentre seus trabalhos, destacam-se: "Águia" (1914), granito e bronze, 5,00m na Praça Fernando Prestes. "Lagostas", em bronze (1923), na Fonte Monumental, Praça Júlio Mesquita. Busto em bronze do Marechal José Arouche de Toledo Rondon (1940) na Faculdade de Direito da USP.

A escultura que fundiu para Enrico Bianchi, em destaque nesta exposição mostra a beleza e o fino acabamento das peças que executava. Mingo obteve a grande medalha de ouro no Salão Paulista de Belas-Artes (1959).

"Soldado Expedicionário" - Roque de Mingo

Escultura do acervo de Marco Antônio da Cunha Figueiredo

Feira de Antiguidades
MuBE Museu Brasileiro da Escultura
www.mube.art.br

São Paulo SP Brasil


Busto de Torello Dinucci - contrutor da Matriz N. Sª do Patrocínio (QE, Rua F, nº4)

Detalhe do túmulo do herói nacional João Ribeiro de Barros (QE, Rua C, nº16)

Busto de Edgard Ferraz do Amaral -primeiro prefeito de Jaú- (QE, Rua B, nº1)

Esculturas no Mausouléu da Família Cesarino -(QC, Rua G, nº1)

Túmulo de Anna Blandina Ferraz de Almeida Prado - (QA, Rua I, nº5)

Túmulo de Angelo Martinhon

Túmulo de José Camillo de Magalhães

Túmulo de Maria Magalhães Prado - (QA, Rua F, nº4)

Túmulo de Virgínia Ferraz de Almeida Prado - (QA, Rua F, nº8)

Túmulo de João Ferraz de Almeida Prado - (QA, Rua C, nº4)

sábado, 31 de julho de 2010

Cemitério de Jaú (Brasil - SP) tem escultura assinada pelo artista italiano Eugênio Prati


Reportagem publicada em 31 de julho de 2010, coluna "Nossa História" por José Renato de Almeida Prado

O Cemitério Municipal Ana Rosa de Paula abriga entre
suas ruas escultura tumular assinada por um dos mais renomados artistas do gênero, o italiano Eugênio Prati, que se notabilizou no Brasil entre as décadas de 1920 e 1940 por seus trabalhos caracterizados por temas religiosos simbólicos. A descoberta foi feita no último dia 24 de julho pelo historiador Júlio César Poli, 36 anos, coordenador do Projeto Arte Cemiterial, patrocinado pela Secretaria de Cultura da Prefeitura de Jaú. Em suas pesquisas se deparou com a assinatura do artista em escultura que retrata uma mulher chorando, localizada no jazigo da família de Vitor Cesarino, na Quadra F, Rua F, nº 3. O escultor disseminou seus trabalhos em cemitérios de várias cidades brasileiras, comumente encomendadas por famílias de posse. A escultura da mulher que se encontra no cemitério em Jaú também adorna jazigo no Cemitério da Consolação, em São Paulo, e em túmulo no Cemitério Municipal São Francisco de Paula, em Curitiba, todas assinadas por Prati. Para a presidente da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais e vice-presidente da Red Iberoamericana de Valoración y Gestión de Cementerios Patrimoniales, Maria Elizia Borges, a descoberta de obra de Prati em Jaú é muito importante para o patrimônio histórico do Município. “O pesquisador que descobriu deve tentar fazer que a administração municipal realize o tombamento do jazigo, porque Prati foi um renomado e importante escultor.” É justamente o que Júlio Poli antecipara pretender fazer. “A ideia é levar ao Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Jahu (Conppac) a importância do tombamento como patrimônio histórico da cidade”, afirma. “A importância dessa descoberta reafirma a qualidade do acervo que temos em arte cemiterial e a possibilidade de explorá-la turisticamente.” Poli realiza trabalho de catalogação das esculturas tumulares em Jaú e há algum tempo vinha procurando por trabalhos assinados. “Quando encontrei a assinatura de Prati, entre o cotovelo e o joelho da estátua, foi uma emoção”, diz. “Tenho certeza que novas descobertas ainda nos aguardam no cemitério, que é um imenso museu a céu aberto.” Eugênio Prati nasceu em Verona, em 1889, e morreu em São Paulo, em 1979, Escultor, pintor e desenhista, estudou na academia de Belas-Artes de Verona, participou de bienais de Veneza, expôs em Turim, Roma, Polônia, Florença e Milão. O artista se mudou para São Paulo na década de 1920, época em que foram construídos os primeiros grandes monumentos funerários. “Abriu ateliê e recebia série de encomendas de arte funerária, que era uma maneira de subsistência”, comenta a professora Elizia Borges. Modelou um grande número de esculturas nas necrópoles paulistanas, principalmente no Cemitério São Paulo, nos jazigos de combatentes do Movimento Constitucionalista de 1932. Costumava assinar Prati e E. Prati. Família No jazigo onde está a obra de Prati estão encerrados os restos mortais de Vitor Cesarino, morto a 6 de agosto de 1938, sua esposa, a jauense Maria Augusta Ferreira do Amaral Cesarino, e quatro filhos do casal, entre eles o inventor da urna eleitoral de lona, Abílio Cesarino. A filha do patriarca Vitor Cesarino, Maria Aparecida Cesarino, hoje com 91 anos, relata que a família encomendou o túmulo a uma marmoraria local, com alguém de nome Bonetti, e como haviam ouvido falar sobre Prati, escolheram uma de suas esculturas para ficar sobre o mármore. “Tinha de ser uma escultura que simbolizasse a dor pela perda dos que partiram, um simbolismo que transmitisse isso às pessoas.” A museóloga e advogada Rachel Cesarino de Moraes Navarro, neta de Vitor Cesarino, diz que não sabia sobre a assinatura de Prati na escultura e, ao ser informada, teve surpresa agradável. “Sempre soube que meu avô e a família eram muito ligados à arte e cultura e isso vem comprovar o que sempre ouvimos falar.”(JRAP)


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Eugenio Prati e sua escultura no Cemitério Municipal de Jaú "Ana Rosa de Paula"



Se você já visitou o Cemitério de Jaú possivelmente já viu esta linda estátua na sepultura da Famíla de Vitor Cesarino. Acontece que a escultura da foto acima esta no Cemitério da Consolação na capital paulista...

...esta é a escultura da Família de Vitor Cesarino que se encontra em nosso cemitério na Quadra F, Rua F, nº3.
Ambas foram esculpidas pelo renomado artista Eugenio Prati. Esta é a minha mais recente descoberta (24/07/2010) entre as pesquisas que faço no Cemitério Municipal "Ana Rosa de Paula". Tenho certeza que novas e emocionantes descobertas ainda nos aguardam neste imenso museu ao céu aberto. A importância desta descoberta reafirma a qualidade do acervo que temos de arte cemiterial e a possíbilidade de explora-lo turisticamente.



Eugenio Prati (Verona, Italia, 1889 + São Paulo, Brasil, 1979)

Escultor, pintor e desenhista. Estudou na academia de Belas-Artes de Verona. Participou de Bienais de Veneza. Expôs em Turim, Roma, Polônia, Florença e Milão. Vencedor de diversos concursos na Itália, onde executou numerosas esculturas expostas em praça públicas.

O que caracteriza sua obra são os temas religiosos simbólicos; "Descida da cruz", "Jesus Cristo", "Pietá", "Calvário". Modelou um grande número de esculturas nas necrópoles paulistanas, principalmente no Cemitério São Paulo, nos jazigos de combatentes do Movimento Constitucionalista de 1932. Executou , ainda trabalhos inspirados na arte egípcia e esculturas de encantadoras meninas com vestidos usados nas décadas de 20 e 30 do século passado. Assinava PRATI e E. PRATI.


Fonte:

http://portal.prefeitura.sp.gov.br/empresas_autarquias/servico_funerario/arte_tumular/0014

sábado, 26 de junho de 2010

Cemitério Municipal de Jaú - patrimônio cultural ameaçado

Publicada pela primeira vez em 29 de março de 2009. O Patrimônio Histórico de Jaú ainda ameaçado pela falta de vagas para enterros recentes.

Um descaso com a memória coletiva de Jaú.
Imagens gravadas em 26 de junho de 2010, antes do jogo Brasil x Portugal pela Copa do Mundo

Este túmulo destruído...

...era assim antes.





Por detrás da aparência triste dos cemitérios, principalmente os mais antigos, escondem-se verdadeiras galerias de arte ao céu aberto. Em países como a França e Argentina alguns cemitérios são pontos turísticos que atraem viajantes do mundo inteiro, como por exemplo, os Cemitérios de Père Lachaise (Paris) e da Recoleta (Buenos Aires). Recentemente a cidade de São Paulo criou a possibilidade de visitas monitoradas para o Cemitério da Consolação.

Na arquitetura tumular representam-se os hábitos das famílias que tratam de suas capelas e túmulos como se fossem prolongamentos de suas próprias casas, levando para os jazigos os mesmos arranjos decorativos que o seu nível cultural e social lhes permite refletir.
O ideal de vida da elite brasileira neste contexto histórico era a imitação dos hábitos europeus da arquitetura, moda, festas, convenções e também dos sepultamentos e ornamento dos túmulos. Acreditava-se que esse pensamento conferia à sociedade jauense o ar cosmopolita, moderno e intelectual esmeradamente almejado. Os cemitérios, também possuem uma simbologia toda própria que é de conformidade com o contexto histórico da época.

Em Jaú, dona de um dos poucos acervos de arte cemiterial do Estado de São Paulo, a preocupação com o patrimônio cultural segue o ritmo destrutivo em que parou a administração anterior quando a questão é o Cemitério Municipal.



Visitando a parte mais antiga neste último sábado, constatei que foram destruídos alguns túmulos antigos e que outros tantos foram marcados com um "x", aguardavam o mesmo fim. Nestes túmulos marcados encontram-se sepultados imigrantes italianos e espanhóis, e também pessoas pertencentes a importantes famílias jauenses do passado.




O que estão esperando para construir um novo cemitério?

Do Jornal da Cidade - Bauru em 07/11/2008
Cemitério de Jaú vai ganhar mais espaço

Com capacidade esgotada, prefeitura muda IML e retoma antigos túmulos de famílias que não têm mais descendentes

Rita de Cássia Cornélio

O único cemitério municipal de Jaú (47 quilômetros de Bauru) vai ganhar mais espaço com a mudança do IML (Instituto Médico Legal) e com a retomada de alguns jazigos de famílias que não têm mais descendentes. O cemitério Ana Rosa de Paula está com sua capacidade esgotada desde 2003, ano em que foi adotada a venda consignada. Só se vende um túmulo quando há o defunto. A compra sem o morto, não é aceita. Essa estratégia visa conter as vendas antecipadas de jazigo e manter o atual cemitério até que um novo seja construído. A prefeitura ainda não tem previsão de construção. Segundo o diretor do departamento de Fiscalização e Postura da Prefeitura de Jaú, João Fernandes Coelho da Silva a retirada do IML do terreno do cemitério somada a retomada dos jazigos vão permitir que o cemitério continue ainda recebendo sepultamentos em mais dois anos e meio, se a média de mortes continuar no mesmo ritmo. “Por ano morrem 850 jauenses. Cerca de 80% deles já têm jazigos no cemitério. Aproximadamente 20% da população ainda carecem do espaço para a sepultura. São moradores que chegaram para trabalhar na lavoura de cana, especialmente os mineiros e nortistas. Essa população não se enquadra na faixa etária que mais morre; na maioria são jovens.” A ocupação de ruas antigas proporcionou a abertura de 98 novas vagas que, somadas as que serão abertas no espaço ocupado pelo IML, chegarão a 150. “Hoje temos cerca de 10 mil túmulos, entre simples, capela e jazigos.” Coelho disse que a retomada de túmulos de famílias que não têm mais descendentes no município foi uma decisão da prefeitura. “Foi publicado um decreto determinando um prazo para que essas famílias se manifestassem. Venceu o prazo e ninguém se manifestou. São túmulos de mais de 100 anos”, disse.

Ação pede construção

Em julho deste ano, o Ministério Público do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo entrou na Justiça com ação civil pública para garantir os direitos da população na compra de jazigo no cemitério de Jaú. Embasados em leis federais e estaduais, os promotores de Justiça Jorge Marques de Oliveira e Celso Élio Vannuzini pedem na Justiça prazo de 10 meses para a prefeitura construir um novo cemitério. Caso a nova necrópole não esteja construída nesse prazo, o MP pede uma multa mensal correspondente a R$ 50 mil. Segundo o promotor de Justiça Celso Élio Vannuzini, a ação foi contestada pela prefeitura e deve ser julgada nos próximos dias.




Passeios sobre Arte Cemiterial em Jaú





Em junho começamos as visitas monitoradas ao Cemitério municipal de Jaú, Ana Paula de Rosa. Tem sido muito receptivo o público destes passeio que em média tem-se composto por 6 a 7 pessoas.
Postarei aqui algumas fotos tiradas por Pedro Ormeleze Neto, deste primeiro passeio realizado no dia 05 de junho de 2010.
Lembramos que os passeios continuam até agosto e todos os sábados temos turma as 14:00 h. Neste caso não precisa agendamento na Secretaria de Cultura, basta comparecer ao local. A visitação é gratuita.

Agradecimentos especiais a Pedro Ormeleze Neto pelo ótimo registro fotográfico (histórico e artístico)

De volta as origens, por Maria Waldete de Oliveira Cestari

No dia 2 de junho, eu, meu marido e mais quarenta e duas pessoas, quinze delas de Jaú, iniciamos uma viagem de volta às nossas origens, às nossas raízes italianas, em um tour por algumas cidades da Itália: Roma, Assis, Veneza e Trento. Nesta última ficamos por dez dias para conhecermos bem de perto a região de onde vieram os ascendentes da grande maioria dos viajantes. No grupo havia também descendentes de vênetos, como nós, e de outras províncias italianas e todos foram recebidos como se fizessem parte de uma só família trentina.
A Província Autônoma de Trento se encontra no extremo norte da Itália, no início dos Alpes, em meio às montanhas Dolomitas. Desde a Antiguidade é uma passagem estratégica nos Alpes e nela se encontram as culturas italiana e alemã e a influência germânica pode ser notada em muitos sobrenomes, usos e costumes. Ela é mais intensa na Província Autônoma de Bolzano, que junto com a de Trento formam a Região Autônoma Trentino-Alto Adige/Südtirol.
O Trentino tem origem gaulesa e sua capital, Trento, é uma cidade importante desde o período romano, quando se chamava Tridentum, e é um dos marcos da conquista romana da Gália Cisalpina. Foi palco de disputa entre Itália e Áustria e por isso a região enfrentou muitas guerras. De 1814 até o final da Primeira Guerra Mundial ficou sob o domínio Austro-Húngaro, período em que cresceu um movimento de italianidade e nacionalismo na região.
No final do século 19, por vários motivos, entre eles a crise no setor agrário, houve uma grande imigração de trentinos para o Brasil em busca de melhores condições de vida. Calcula-se que vieram para cá trinta mil e hoje seus descendentes somam mais de três milhões, entre eles os Amancio, Angeli, Arlanch, Bauer, Bebber, Bernardi, Bertoldi, Cestari, Ciola, Coradi, Cirstofelitti, Dipietro, Ettore, Facchini, Ferraresi, Forti, Franceschi, Furlan, Gali, Giacomi, Girardelli, Laurentis, Leonardi, Lupo, Marchi, Mengon, Mosca, Mott, Negri, Orlandi, Pasqualini, Pedrini, Pegoretti, Pelegrini, Perini, Pompermayer, Pompeu, Pontalti, Recchia, Rossi, Sartori, Simioni, Spiller, Stenico, Tamanini, Trentino, Vendemiatti, Valentini, Vendrami, Zanoni, Zen, Zotelli, Zugliano.
O Trentino foi reincorporado à Itália em 10 de setembro de 1919, graças ao Tratado de Saint Germain-en-Laye. Aqueles que imigraram durante o domínio austro-húngaro eram considerados austríacos e por essa razão seus descendentes não tinham direito à cidadania italiana. Em 2000, o governo italiano concedeu o prazo de cinco anos, prorrogados por mais cinco, para que estes tivessem direito à cidadania e a requisitassem.
Nossa viagem teve muitos momentos emocionantes e desde o roteiro sugerido até apresentações especiais, ingressos a museus e tantas outras deferências foram proporcionadas pela Associazone Trentini nel Mondo, que nasceu em 1957 e é um instrumento de agregação para os imigrantes. Fomos recebidos pelo presidente Alberto Tafner, que prestou homenagem aos Circolos Trentini di Jaú, Piracicaba e Santa Olímpia; por Maurizio Tomasi, diretor da revista Trentini nel Mondo e por Débora e Laura, filhas de Rino Zandonai, que veio ao Brasil em 2009 como presidente da Associazone para fazer uma doação às vítimas das enchentes em Santa Catarina e morreu no acidente da Air France. Em vários momentos tivemos conosco a presença de Antonella Giordani (vereadora da cidade de Izera) e Martina Sartori, ambas do Servizio Emigrazione Provincia di Trento. Fazia parte de nosso grupo de viagem, Dr. José Eraldo Stenico, representante da Associazone Trentini nel Mondo no Brasil, Consultor da Provincia Autonoma di Trento para o Brasil Centro e Norte e presidente do Circolo Trentino de Piracicaba.
As belezas naturais dos vales, lagos, montes, vegetação; a paisagem montanhosa, os inúmeros castelos, as cidades medievais, o bom vinho, tudo isso somado à simpatia e simplicidade do povo faz do Trentino um lugar especial, mágico, esplendidamente belo e cativante.
Nos próximos textos contarei mais sobre detalhes da viagem e sobre essa região, principalmente sobre o seu profundo sentimento de preservação ambiental e patrimonial, a sua sincera e calorosa recepção aos descendentes dos imigrantes e dos emocionantes encontros que proporcionaram a eles, nas cidades de origem de seus antepassados.
Detalhes da viagem em http://amigosnaitalia2010.blogspot.com.

Publicado no Comércio do Jaú de 27-06-2010, quadro opinião

obs: belo resgate histórico Waldete, parabéns.