domingo, 5 de abril de 2009

Corredor Histórico Cultural - Passeio criado pelo CEDOC (Centro de Documentação da Fundação Educacional "Dr. Raul Bauab" de Jaú)

O projeto Corredor Histórico Cultural do CEDOC da Fundação tem entre outras finalidades, levar cultura e conhecimento através de passeios monitorados. Utiliza a arquitetura eclética nos prédios públicos e particulares para contar a História de Jaú.

No último domingo acompanhamos um desses passeios guiados pela professora Patrícia Alonso.


Saída do grupo na Fundação - importância de preservar e valorizar o patrimônio arquitetônico de Jaú.
Ladeados pela professora Patrícia, alunos de pedagogia recebem informações da Praça da República e Casa Magnani.

Na mesma Praça, agora posando em frente do coreto

Durante o passeio, tivemos a felicidade de encontrarmos com o Sr. Nasser, um dos fundadores do Foto Club de Jaú, que nos passou valiosas informações sobre nossa História.

Após 3 horas de caminhada pelos centro histórico de Jaú, a despedida do grupo em frente ao Banco Melhoramentos de Jaú.


Para mais informações entrar em contato com a Fundação Educacional "Dr. Raul Bauab" de Jaú.

Rua Tenente Navarro, 642 - CEP 17207-310 - Jaú / SP - Brasil

Fone (14) 2104-3335 - Fax 2104-3301

www.fjaunet.com.br

e-mail: cedoc@fjaunet.com.br

domingo, 29 de março de 2009

O que é Patrimônio Cultural?



Patrimônio Cultural é a terminologia substitutiva à de “patrimônio histórico e artístico”, sendo constituído de unidades designadas “bens culturais”. Por sua vez, podemos definir “bem cultural” como sendo toda produção humana, de ordem emocional, intelectual e material, independente de sua origem, época ou aspecto formal, bem como a natureza, que propiciem o conhecimento e a consciência do homem sobre si mesmo e sobre o mundo que o rodeia.
A preservação do patrimônio cultural é vista, hoje, prioritariamente, como uma questão de cidadania e, como tal, interessa a todos por se constituir em direito fundamental do cidadão e esteio para a construção da identidade cultural.
No contexto da cidadania cultural se inscreve o direito a memória histórica.
O direito à memória como direito de cidadania indica que todos devem ter acesso aos bens materiais e imateriais que representam o seu passado, a sua tradição, enfim, a sua história.
A falta desta identidade cultural é fato constatado em Jaú. Uma das causas é a omissão em ensinar aos jauenses suas histórias. Assim a maioria da população desconhece quase que por completo fatos históricos da cidade, não se localizam no tempo e não compreendem o motivo de se preservar casas, casarões e fazendas. Isso explica, em grande parte, as constantes depredações e violações ao patrimônio cultural por parte da própria população. Ela não se vê nos ícones, símbolos e monumentos que foram preservados por uma ação estatal, não se identifica com um passado remoto e com uma memória que não lhe diz respeito.
Acreditamos então que a identidade cultural de um país, estado, cidade ou comunidade se faz com memória individual e coletiva. Somente a partir do momento em que a sociedade resolve preservar e divulgar os seus bens culturais é que se inicia o processo de construção de seu ethos cultural e de sua cidadania.
Nessa perspectiva, o patrimônio cultural se reveste de grande importância para o país por lidar com o substrato da memória que, por sua vez, constitui elemento essencial para a construção da cidadania cultural.
A memória é importante na construção da identidade e da cidadania cultural porque ela faz com que os habitantes percebam, na fisionomia da cidade, sua própria História de vida, suas experiências sociais e lutas cotidianas. A memória é, pois, imprescindível na medida em que esclarece sobre o vínculo entre a sucessão de gerações e o tempo histórico que as acompanha.
Sem isso, a população urbana não tem condições de compreender a história de sua cidade, como seu espaço urbano foi produzido pelos homens através dos tempos, nem a origem do processo que a caracterizou. Sem a memória não se pode situar na própria cidade, pois perde-se o elo afetivo que propicia a relação habitante-cidade, impossibilitando ao morador de se reconhecer enquanto cidadão de direitos e deveres e também como agente da história.

Foto: escultura de anjo em mármore carrara, Cemitério Municipal de Jaú, 2009

domingo, 22 de março de 2009

Igreja de Santo Antônio no Banharão Novo em Jaú


Quando era criança, nas férias íamos de trem até Sumaré (SP). No caminho passávamos pela estação do Banharão. Lembro-me dos prédios comerciais e residenciais que lá existiam, alem é claro da estação. Hoje, além da plataforma e de uma escada, só as ruínas da Igreja de Santo Antônio denunciam que por ali existiu um bairro promissor e importante para a econômia da nossa cidade.

A ganância das usinas de álcool não poupam e não respeitam nada e ninguém. Este é o grande exemplo do "progresso social" que as usinas de álcool patrocinam. Será que a usina precisa tanto dessa pequena área a ponto de por a baixo a nossa história?


Milagrosamente estas ruínas sobrevivem graças ao empenho do senhor Vendramini, neto do doador das terras para a construção da Igreja. Fotos de Julio Cesar Polli em 22 de março de 2009.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Reportagem do Comércio do Jahu em 24/02/2009

Historiador retoma tour histórico pela matriz

Ricardo Recchia

24/02/2009
Tuca Melges





Com o objetivo de contar um pouco da história de Jaú ao longo dos mais de cem anos da Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio, o historiador Júlio César Polli, 34 anos, retomou o tour turístico-cultural pelo prédio, tombado pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural do Município (Conppac). A visitação teve início no ano de 2006. Ontem, Polli ciceroneou grupo de 30 turistas de São Paulo que que-riam conhecer a igreja.Conforme o historiador, um dos principais atrativos da igreja são as pinturas, que começaram a ser feitas em 1922. Mas sua intenção, revela, é de entrelaçar a história da Matriz com a do Município. Polli pretende entregar no próximo mês projeto de visitação histórica do local para o secretário de Cultura e Turismo de Jaú, André Galvão de França.“Nós queremos chamar a atenção do jauense para o passeio. Muita gente tem vontade de conhecer a história da Matriz, dos casarões antigos, mas não sabe como. Sabendo mais sobre a nossa história, nos sentimos coesos, lembrando que de fato somos uma grande família”, diz Polli. (RR)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

ALGUMAS OBRAS DO FAMOSO CASAL DE PINTORES AMÉRICO E EVA MAKK, OS PINTORES DA MATRIZ DE JAHÚ


Alguns quadros dos famosos pintores Américo e Eva Makk, que entre 1961 e 1962 pintaram os tão famosos e lindos murais na Matriz Nossa Senhora do Patrocínio de Jahú.

Strawber - Américo Makk

Garden Serenity - Eva Makk

Imperial Jade - Eva Makk

For a lifetime - Eva Makk

Regal - Américo Makk

Azaleas - Eva Makk


Golden boulevard - Américo Makk Baccarat - Eva Makk

Blue Morn - Américo Makk


Um pouco da História do casal Makk





Américo Makk


Estudou arte na Academia Nacional Hungara em Budapeste e conquistou a bolsa de estudo para Roma onde venceu o premio de retratos do Vaticano. Ele e sua esposa Eva foram ambos apontados, indicados como catedraticos na Academia de Belas Artes em São Paulo, Brasil. La tornaram-se artistas oficiais do governo brasileiro.


Em 1962 chegaram a Nova Iorque para escapar da instabilidade política do Brasil. Américo começou então sua "fase ocidental", enviando ao museu de Los Angeles o esboço de seu rancho na california, um assunto que ele também se dedicou no Texas.


Em 1967 ele se mudou para Honolulu, Havai, onde usou livros e museus para pesquisa inicial e então visitou reservas indígenas e cidades do oeste para observação de primeira mão. Ele também fez retratos incluindo os do presidente Jimmy Carter e Ronald Reagan.


Eva Makk

Uma impressionante pintora. Eva Makk nasceu na Etiopia. Seu pai era um diplomata e sua mae uma baronesa hungara. Ela começou pintar aos 4 anos.


Estudou arte em Paris e se graduou "summa cum laude" na Academia de Belas Artes de Roma onde ela conheceu Américo. Junto com seu marido ela pintou enormes murais enquanto esteve no Brasil e gastou cerca de 13 meses na floresta amazonica numa expediçao de pintura.


A. B. Makk

Filho de Américo e Eva, nasceu em 1951 enquanto eles estavam morando no Brasil. Expondo aos cinco anos de idade, A. B. era chamado de o "pequeno Picasso" por seu entao estilo cubista. Embora nunca pressionado por seus pais a se tornar um artista, A. B. começou expondo com eles em 1975 e continuou excursionando pelo país mostrando as obras da família.



Fonte do texto : Renaissance Gallery of Fine Art


http://www.ren-art.com/default.htm


Agradecimentos especiais a Aline Romagnioli pela colaboração.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

FOTOS DO CEMITÉRIO DE JAHÚ - PARTE ANTIGA

Silêncios...

"Há um silêncio de antes de abrir-se um telegrama urgente
Há um silêncio de um primeiro olhar de desejo
Há um silêncio trêmulo de teias ao apanhar uma mosca
...e o silêncio de uma lápide que ninguém lê.

- Mário Quintana-



















segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Nossa Senhora do Patrocínio do Jahú



Detalhe da pintura "Anunciação" do Casal Makk feita em 1966.
Matriz N.S do Patrocínio de Jahú