segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Passeio no Jardim de Baixo (Jaú - 28/08/2010)



Sábado passado (28/08/2009) fomos contemplados com um show maravilhoso da Jaci Toffano e logo após fizemos o abraço em torno do coreto da Praça da Rebública. Mais uma ação da Secretaria de Cultura e Turismo e do Meio Ambiente, na minha opinião as mais atuantes no governo do Prefeito Oswaldo. Como disse a Silvia que trabalha no setor de Oficinas da Secretaria de Cultura, "estamos presenciando um momento histórico em Jaú, já que o último pianista a se apresentar na praça foi um estrangeiro a mais de 50 anos" .

Foto: Marcos Grossi 28-08-2010

Depois do belo espetáculo fui parabenizar a renomada pianista, apresentei-me e acredito que podemos fazer um projeto juntos, aguardem as novidades.

segue um link para quem deseja apreciar um pouco mais sobre a História e o trabalho desta grande jauense...

domingo, 29 de agosto de 2010

Nando Reis escreve sobre o XV de Jaú


Fazendo uma justa homenagem ao nosso Galo da Comarca, o XV de Jaú, reproduzo a crônica do Nando Reis publicada no Estado de São Paulo de 07/01/2009.
Com aquele jeito poeta que só Nando Reis sabe expressar convido os leitores e apreciadores deste blog a se emocionarem comigo.

Foto: coisasdamo.wordpress.com

XV de Jahú

Nando Reis (*)

Fim de semana passado estive em Jaú, visitando meu pai. Seu pai e sua mãe nasceram ali, assim como ele. Meu pai hoje mora na casa que foi a sede da antiga fazenda Frei Galvão, assim batizada como uma homenagem a minha avó, descendente do nosso primeiro e único santo. Era lá, durante os anos70, que se produzia a manteiga e o leite que foram vendidos na cidade. na embalagem, ilustrando o nome da marca caseira e familiar, uma imagem do frei desenhada pelos punhos de meu próprio pai. Os produtos conservavam o frescor e a pureza que a canonização futura veio a certificar com legitimidade e surpresa. Leite e´o alimento santo que vitaliza a humanidade nosso corpo profano, imperfeito e pecador. A manteiga é a materialização de nossa natureza engenhosa - transformar sem nunca desperdiçar, exercício que demonstra humildade e consciência de nossa própria degradação. Depois do pecado original parte da civilização se desenvolveu em cima dessa idéia corretiva: melhorar que possível, o que está ao nosso entorno já que a alma foi definitivamente maculada.

A fazenda que foi comprada por meu avô nos anos 50 viveu seu apogeu graças ao café. O lindo terreiro ainda guarda assentado na memória horizontal e ocre de seus tijolos a beleza e a pujança dos grãos beneficiados. A geada de 75 pôs fim ao ciclo vitorioso e o declínio se insinuou sem que a minha ingenuidade adolescente se desse conta da gravidade. Muito do que sou é pelo que ali vivi - nos Canaviais ensandecidos dos bailes do Caiçara à poesia Souzândrade que lia pendurado nos galhos do velho abacateiro brotado quase no fim do pomar, me fiz. E o barro vermelho da terra roxa ainda permanece grudado, mesmo que invisível, na sola dos meus sapatos.

Proseando no terraço rodeado de bouganvilles, eu e meu pai passamos a tarde percorrendo assuntos inevitáveis? a origem da fazenda que acabou por puxar a história de outra anterior e fundamental - o Tucumã e o relato de sua divisão; os ancestrais e o primeiro e patriarcal Cassiano: a crise de 29, a ida pra Duartina, a volta para Jaú, a aquisição das terras, sua expansão, sua estagnação, seu declínio, a morte de meu avô; falamos da importância da permancência dessa fazenda, e mesmo que fracionada, como posse de nossa família. Mas tudo entre nós sempre acaba desaguando no futebol. Falamos sbore meu avô e a construção do Pacaembu/ sobre o atleta que foi meu pai, corredor de 110 metros com barreiras, defendendo o azul e amarelo da Poli ou as três cores do São Paulo. E falamos também sobre os tempos de glória do XV de Jaú, da construção das arquibancadas de madeira do Zezinho Magalhães.

Foi nesse momento que meu pai interrompeu a fala e apontou para o céu tingido que por trás de mim simulava o milagre da Criação: "Olha que pássaro grande!" E quando pudemos acertar os onteiros de nossos olhos com a paisagem da ave pousando no galho da enorme seringueira crescida nas costas da capela, identificamos o casal de tucanos. Sim, um par de tucanos estava parado ali na nossa frente! Encantados com a ilustre e rara presença das aves, silenciamos diante da imagem restauradora. De repente, junto daquele par de bicos alaranjados e ocos, tudo se refez: o café brotou na lavoura, a cachoeira se encheu de gado e os baldes derramaram leite; a manteiga suavemente se esparramou sobre o pão saído do forno e o relógio imenso de desporporcional voltou a funcionar: sussurou no ar um suspiro, o beato antigo. Naquele conciso minuto enquanto os tucanos brindavam com sua improvável harmonia, ouvimos a voz rouca de meu avô gritar novamente um gol do XV de Jaú!




Homenagem póstuma ao meu tio Beto Polli - quinzeano fanático


(*) José Fernando Gomes dos Reis, conhecido como Nando Reis (São Paulo, 12 de janeirode 1963), é um cantor, violonista e compositor brasileiro.

Ex-baixista da banda de rock Titãs, emplacou vários sucessos e hoje segue em carreira solo, atualmente acompanhado pela banda Os Infernais. Gosta de futebol, torce pelo São Paulo Futebol Clube e mantém uma coluna semanal sobre este tema no jornal O Estado de S. Paulo.

Nando tem cinco filhos: Theodoro, Sophia, Sebastião, Zoé e Ismael. Sua primeira neta Luzia, filha de Theodoro nasceu em 2010.

Nando Reis saiu dos Titãs após a gravação do álbum A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana, e ficou conhecido como um dos maiores compositores da sua geração, compondo sucessos como "Diariamente" (com sua ex-namorada Marisa Monte), "All Star", "O Segundo Sol" e "Relicário", gravados por Cássia Eller; "Resposta" e "É Uma Partida de Futebol", gravados pelo grupo mineiro Skank; "Do Seu Lado", gravado pelo também mineiroJota Quest e "Onde Você Mora?", gravado pelo grupo Cidade Negra. Isso sem falar na vasta coleção de hits compostos durante sua permanência nos Titãs, como "Igreja", "Os Cegos do Castelo" e "Jesus não tem dentes no país dos banguelas".

Atualmente é um dos 10 maiores arrecadadores de direitos autorais no Brasil, de acordo com o ECAD, levando em conta músicas tocadas em shows e execuções em rádio (conforme noticiado pela Folha de São Paulo em 7 de Fevereiro de 2009). Músicas suas fazem parte dos últimos lançamentos de Skank (os sucessos "Sutilmente" e "Ainda Gosto Dela") e Jota Quest.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cultura e arte

Foto Tuca Melges
Crianças da Pró-Meninas Entidade de Amparo de Jaú participaram da oficina de arte cemiterial elaborada pelo historiador Júlio Cesar Polli, em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo, na tarde de ontem. As visitas ocorrem desde junho durante o dia e esporadicamente à noite


Matéria publicada no Comércio do Jahu em 19-08-2010

domingo, 15 de agosto de 2010

Projeto de Jaú usa visita ao cemitério para ensinar história. (Tem Notícias 1ª Ed. 14/08/2010)

video

Da Redação/TV Tem


Jaú encontrou um caminho curioso para ensinar história e arte. Um projeto leva moradores aos lugares onde é possível saber um pouco mais sobre a cultura e importantes personalidades da região. Só que neste roteiro está o cemitério da cidade, e mais inusitado ainda foi a data e o horário escolhidos para uma das visitas: noite de sexta-feira 13.

Tem gente que não pode nem ouvir falar em sexta feira 13, visitar cemitério neste dia então, nem pensar. imagnina a noite. Um grupo pensa diferente e resolveu fazer um passeio no cemitério de Jaú. Mas tudo isso tem uma explicação. A principal idéia é desmistificar a morte, falando da vida. Quem foi ao cemitério, nem ligou pra sexta-feira 13 e comemorou o fato de aprender um pouco mais sobre a história da cidade.



OBS: informações tiradas na íntegra do Tem Mais Notícias Jaú

http://tn.temmais.com/noticia/8/19836/projeto_de_jau_usa_visita_a_cemiterio_para_ensinar_historia.htm


Record de público até agora = 65 pessoas. Obrigado a todos que compareceram e entenderam nossa preocupação em divulgar nossa História através do Patrimônio histórico.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Roque de Mingo e suas esculturas no Cemitério de Jaú "Ana Rosa de Paula"

Em nossas pesquisas, não paramos de descobrir artistas que fizeram de nosso cemitério um belo lugar para se apreciar arte. Entre os dias 31 de julho e 01 de agosto de 2010 descobri dez estátuas assinadas pelo renomado Roque de Mingo. Abaixo uma breve biografia deste importante escultor, uma obra dele em São Paulo "Soldado Expedicionário" e as obras que estão em Jaú.


ROQUE DE MINGO (São Paulo, 1890 + São Paulo, 1972)

Estudou com Amadeo Zani e Pasquale De Chirico.

Participou da 1º Exposição Brasileira de Belas-Artes, em 1912. Assinava R. DE MINGO, R. De Mingo, R. D. MINGO e R. D. Mingo. Dentre seus trabalhos, destacam-se: "Águia" (1914), granito e bronze, 5,00m na Praça Fernando Prestes. "Lagostas", em bronze (1923), na Fonte Monumental, Praça Júlio Mesquita. Busto em bronze do Marechal José Arouche de Toledo Rondon (1940) na Faculdade de Direito da USP.

A escultura que fundiu para Enrico Bianchi, em destaque nesta exposição mostra a beleza e o fino acabamento das peças que executava. Mingo obteve a grande medalha de ouro no Salão Paulista de Belas-Artes (1959).

"Soldado Expedicionário" - Roque de Mingo

Escultura do acervo de Marco Antônio da Cunha Figueiredo

Feira de Antiguidades
MuBE Museu Brasileiro da Escultura
www.mube.art.br

São Paulo SP Brasil


Busto de Torello Dinucci - contrutor da Matriz N. Sª do Patrocínio (QE, Rua F, nº4)

Detalhe do túmulo do herói nacional João Ribeiro de Barros (QE, Rua C, nº16)

Busto de Edgard Ferraz do Amaral -primeiro prefeito de Jaú- (QE, Rua B, nº1)

Esculturas no Mausouléu da Família Cesarino -(QC, Rua G, nº1)

Túmulo de Anna Blandina Ferraz de Almeida Prado - (QA, Rua I, nº5)

Túmulo de Angelo Martinhon

Túmulo de José Camillo de Magalhães

Túmulo de Maria Magalhães Prado - (QA, Rua F, nº4)

Túmulo de Virgínia Ferraz de Almeida Prado - (QA, Rua F, nº8)

Túmulo de João Ferraz de Almeida Prado - (QA, Rua C, nº4)