sábado, 25 de julho de 2009

A arte cemiterial de Jahu com a música Libera-me, de Entrevista com Vampiros

video

Vídeo produzido por Julio Cesar Polli. Contém fotos tiradas do Cemiterio Municipal de Jahu, Ana Rosa de Paula, e a música Libera-me da trilha sonora do filme Entrevista com Vampiros.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Jaú organiza visita turística aos jazigos - Jornal da Cidade (Bauru - 05/07/09)


Jaú organiza visita turística aos jazigos

A proposta é que estudantes aproveitem o passeio para aprender um pouco mais sobre a história da cidade e seu povo

Rodrigo Ferrari

O Cemitério de Jaú irá se transformar em ponto de parada obrigatória para os turistas que visitam a cidade. Um projeto desenvolvido pelo professor de história Júlio César Polli em parceria com a Secretaria de Cultura do município pretende organizar visitas monitoradas ao local. O primeiro passeio (que será gratuito) é destinado a alunos do curso de pedagogia da Faculdade Jauense (Fajau). Na opinião do professor, cemitérios são locais privilegiados para se pesquisar a história de determinado local. “As pessoas ‘levam’ para o túmulo seus gostos, sua visão de mundo, suas concepções religiosas, seu modo de vida. Você pode até não fazer idéia de como era a casa de indivíduo, mas poderá ter uma noção clara de como ela vivia a partir de sua sepultura”, explica ele. Cemitérios também permitem acompanhar as transformações culturais e ocorridas em uma sociedade, ao longo dos anos.
Em Jaú, a coexistência dos mausolé
us suntuosos do início do século passado com jazigos simples e quase sem ornamentos, construídos a partir da década de 1950, ajuda a dar uma idéia de como foi declínio da cultura do café na região central de São Paulo. Se, antigamente, os fazendeiros podiam se dar ao luxo de fazer com que seus mortos descansassem em verdadeiras réplicas de palácios, hoje algumas famílias mal têm condições de ladrilhar a morada eterna de seus entes queridos.No Cemitério da Saudade, em Bauru, essas transformações também são bastante claras. Mais do que isso - os túmulos existentes no local colocam em evidência as desigualdades sociais que vigoram na cidade, desde seus primórdios. Enquanto as famílias tradicionais tiveram condições de ornar seus jazigos com esculturas de bronze ou mármore produzidas por artistas talentosos, os mais pobres se viram obrigados a recorrer a estátuas de gesso para homenagear seus mortos. Absorvidas por sua própria dor, as estátuas de bronze que enfeitam os mausoléus dos figurões acabam por ignorar o sofrimento das pobres imagens de gesso, que se deterioram ao sabor das intempéries do tempo.

matéria publicada no JORNAL DA CIDADE de Bauru em 05/07/2009
agradecimento especial ao jornalista Rodrigo Ferrari e ao Jornal de Bauru pela reportagem